Releases 25/10/2016 - 10:16

Problemas no ensino e intolerância são temas de encontro que reúne 300 jovens em São Paulo


(DINO - 25 out, 2016) - O projeto faz parte do Scholas Cidadania, um programa educativo mundial voltado a estudantes que estejam cursando até o segundo ano do ensino médio. No Brasil, o encontro é apoiado pelo Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural (IOK), que promove a inclusão de mais de 3.500 pessoas com deficiência intelectual, como autismo e síndrome de Down, em São Paulo.

Os 300 jovens que participam do encontro foram selecionados em diversas escolas públicas e particulares de São Paulo, como Escola da Vila, Colégio Santa Maria e Associação pela Família Gracinha.
Os estudantes participaram da escolha dos temas, que foi feita por meio de votação eletrônica, e durante o encontro vão debater questões como má qualidade do ensino, falta de infraestrutura nas escolas, dificuldade de acesso a pessoas com deficiência e todo tipo de intolerância, seja ela religiosa, sexual ou partidária.

A ideia do Scholas Cidadania é estimular a participação dos jovens para que, a partir das suas experiências, eles possam promover transformações neles próprios e nas comunidades da qual fazem parte. Na semana de imersão no CEU Cidade Dutra, os estudantes vão participar de uma série de atividades, como visitas de campo e consultas a especialistas para que, juntos, busquem as melhores soluções. No último dia, as propostas serão apresentadas às autoridades competentes.

O Scholas Cidadania
O Brasil será o 16º país a receber o programa, que já passou por Argentina, Haiti, Paraguai, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Itália, Estados Unidos, Cuba, Índia, Filipinas, França, Egito, Austrália, Moçambique e Nigéria. De acordo com Maria Chediek, relações internacionais do Scholas, deficiências no sistema educacional e de saúde, insegurança, gravidez precoce, bullying, discriminação, suicídio entre jovens, vício em drogas, homofobia e corrupção foram alguns dos problemas levantados por jovens desses países.

Em San Martín de los Andes, na Argentina, por exemplo, foi identificado que um dos hospitais não tinha insumos. Os jovens organizaram, então, uma maratona para arrecadar fundos e comprar materiais. Já em Dubai, os estudantes resolveram montar grupos para patrulhar e reportar casos de bullying. A atitude diminuiu o número de casos desse tipo de agressão no país.

O Scholas Occurrentes é um projeto que começou em 2006, em Buenos Aires, quando o Papa Francisco, ainda era o arcebispo Jorge Mario Bergoglio. Naquela época, ele foi convidado por José María del Corral, então presidente do Conselho Geral de Educação na Argentina, a participar do "Escola de Vizinhos", que une crianças de escolas públicas e particulares de todas as religiões com a finalidade de formar cidadãos comprometidos com o bem comum. O Vaticano abraçou a ideia e agora pretende espalhar esse conceito por todos os continentes.

A atuação do IOK no projeto
O Instituto Olga Kos foi escolhido para participar do projeto pela excelência do trabalho que realiza no atendimento a mais de 3.500 pessoas com deficiência intelectual, especialmente a Síndrome de Down, por meio da arte e do esporte na cidade de São Paulo.

"Estamos muito felizes em termos sido escolhidos para integrar esse projeto grandioso da Igreja Católica que pretende apoiar pelo menos 200 mil projetos de inclusão ao redor do mundo", afirma Wolf Kos, presidente do IOK.

Ele e a vice-presidente do Instituto, Olga Kos, foram recebidos pelo Papa Francisco em fevereiro deste ano numa solenidade para oficializar a participação do Instituto no projeto. Em junho, uma comitiva do Vaticano veio a São Paulo e viu de perto o trabalho do IOK o que solidificou a participação do Instituto no projeto e na organização dessa importante etapa que demonstra, na prática, o que o projeto se propõe.