Releases 19/07/2017 - 18:15

Estados Unidos caem para a 17a posição no Índice Global de Aposentadoria 2017 do banco Natixis


BOSTON--(BUSINESS WIRE-DINO - 19 jul, 2017) -
Os Estados Unidos caíram três posições até 17o lugar entre os 43 países no Índice Global de Aposentadoria de 2017, publicado hoje pela Natixis Global Asset Management. Esse resultado destaca uma crescente preocupação para um país cujo envelhecimento dos Baby Boomers (explosão populacional da geração das décadas de 60 e 70) representa um grande influxo de novos aposentados, apoiado por um grupo menor de adultos mais jovens em idade de trabalhar.

Agora, em seu quinto ano, o Índice Global de Aposentadoria do banco francês Natixis procura proporcionar uma medida de o quanto a situação é favorável para a aposentadoria em todas as nações do mundo desenvolvido. Ele cria um índice geral de segurança de aposentadoria com base em 18 importantes fatores do bem-estar dos aposentados em quatro grandes categorias: finanças, saúde, bem-estar material e qualidade de vida.

De acordo com dados compilados pela Natixis, vários fatores afetaram a pontuação geral dos EUA (72%) no índice deste ano:

  • Retardo na expectativa de vida em uma nação rica em saúde: Os EUA mantiveram a sua 7a posição no ranking de saúde, a posição mais alta entre os subíndices, em parte porque eles gastam mais per capita em cuidados de saúde do que qualquer outro país no índice, além de terem a sexta maior pontuação em custos com seguros de saúde, que mede a parcela dessa despesa paga pelo seguro. Entretanto, os EUA ficaram somente na 30a posição em expectativa de vida, já que a longevidade dos americanos não conseguiu acompanhar o Japão e outras nações, sugerindo que os seus gastos com saúde podem não render o mesmo retorno sobre o investimento.
  • Crescente lacuna em oportunidade econômica: Os EUA têm o quinto maior rendimento per capita entre todas as nações do índice, mas registraram níveis mais altos de desigualdade de renda em relação ao ano passado, obtendo o sexto menor índice de igualdade de renda na categoria de Bem-estar material. Os resultados sugerem que milhões de americanos de baixa renda estão perdendo esse crescimento econômico e, consequentemente, podem ter que lutar para conseguir uma aposentadoria segura.
  • Os aposentados americanos estão menos felizes: Os Estados Unidos sofreram um ligeiro declínio nas medidas de qualidade de vida desde 2016, atribuído principalmente a uma demonstração mais fraca do indicador de felicidade, que se baseia em pesquisas que avaliam a qualidade da vida atual dos aposentados. Entretanto, os EUA melhoraram em fatores ambientais, em parte devido ao ar mais limpo.
  • Força das instituições financeiras: Os EUA voltaram a ficar novamente entre os 10 primeiros no setor financeiro, principalmente devido às melhorais em empréstimos bancários inadimplentes e níveis de dívida federal em relação a outras nações. No entanto, os EUA têm a sétima maior dívida pública como porcentagem do PIB de todos os países no índice e uma proporção crescente de aposentados em relação a adultos em idade de emprego (dependência de idosos), o que pressiona os recursos governamentais como o setor de Segurança social e Assistência de saúde. Ao mesmo tempo, as baixas taxas de juros e as pressões fiscais afetam negativamente as taxas de poupança e a renda na aposentadoria.
"O Índice de aposentadoria global deste ano é um lembrete importante de que a segurança da aposentadoria é uma questão complexa e multidimensional, que é fortemente influenciada pelas diretrizes, políticas e economia de uma nação", disse Ed Farrington, vice-presidente executivo de Aposentadoria para a Natixis Global Asset Management. "A população está envelhecendo, tornando a segurança da aposentadoria uma das questões sociais mais urgentes que o mundo enfrenta. Fatores como o aumento da longevidade, a desigualdade de renda e o impacto da política monetária na poupança pessoal e passivos de pensão estão desafiando os pressupostos de longa data sobre como os americanos planejam e vivem na aposentadoria."

Os melhores desempenhos

Os 10 principais países do índice de 2017 incluem oito da Europa Ocidental, incluindo a Noruega em 1º lugar, seguido da Suíça, Islândia, Suécia, Alemanha (7º lugar), Dinamarca (8º lugar), Países Baixos (9º lugar) e Luxemburgo (10º). A Nova Zelândia (5º) e a Austrália (6º) completam a lista dos top 10. Estes países se beneficiam de uma combinação de programas sociais fortes, cuidados de saúde amplamente acessíveis e baixos níveis de desigualdade de renda.

Em uma base regional, embora a Europa Ocidental domine os 10 melhores rankings, a Europa Ocidental se classifica coletivamente em rankings mais baixos do que a América do Norte (Canadá e EUA). Isso reflete os desafios de outros países da Europa Ocidental - principalmente, Itália, Portugal e Espanha - enquanto continuam a enfrentar dificuldades financeiras. O índice também ilustra a "Grande Divergência", como alguns economistas a chamam, entre a Europa Ocidental e a América do Norte, de um lado, e o resto do mundo, de outro. A nota geral da América do Norte foi de 73% e da Europa Ocidental foi de 70%. Depois, as regiões com classificações mais elevadas foram a Europa Oriental e a Ásia Central com uma pontuação de 50% e Ásia-Pacífico com 34%.

Expectativa de vida mais longa. Passivos maiores.

O rápido crescimento da população da terceira idade está forçando muitos países a repensar os seus sistemas públicos de pensões. Os gestores de pensões estão sob pressão, já que o aumento da expectativa de vida e um longo período de taxas de juros historicamente baixas aumentaram os passivos e criaram uma falta de financiamento. Os seis maiores sistemas de poupança de pensões do mundo, que incluem os Estados Unidos, deverão chegar a uma diferença de US$ 224 trilhões até 2050, segundo um estudo do Fórum Econômico Mundial. 1

A ameaça de passivos não financiados levou a uma mudança significativa nas ofertas de planos de aposentadoria do empregador, com muitas empresas congelando os planos de previdência tradicionais e mudando para planos de contribuição definida, uma mudança que altera o passivo para o financiamento de aposentadoria da parte do empregador para o empregado. As pessoas nos EUA estão bem cientes do desafio que devem enfrentar. Em uma pesquisa de investidores, realizada pela Natixis no início deste ano, 78% sentem que o financiamento da aposentadoria recairá cada vez mais sob sua responsabilidade e não com o governo.

A economia da segurança da aposentadoria: uma visão global

A comparação de países fornecida no Índice Global de Aposentadoria destina-se a estimular uma discussão maior sobre o que é necessário para melhorar a segurança da aposentadoria a nível global. No primeiro de três relatórios complementares ao Índice, Dave Lafferty, estrategista-chefe de mercado da Natixis Global Asset Management em Boston e Philippe Waechter, diretor de pesquisa econômica da Natixis Asset Management em Paris, discutem as perspectivas de longo prazo para o crescimento econômico e os desafios da política monetária, a longevidade, as déficits de fundo de pensão, a inflação, a dependência da velhice e a pressão relacionada com os recursos do governo.

"Parece óbvio que uma maior taxa de crescimento econômico signifique maiores ganhos em ativos diferidos para o futuro", de acordo com Lafferty. "O que não é tão óbvio é que, quando o crescimento econômico é maior, o incentivo para economizar é melhor. Contudo, as taxas de crescimento reais e nominais de longo prazo mais elevadas não podem ser geradas em um período secular de baixo crescimento. É muito difícil para as pessoas que estão apenas recebendo até mesmo justificar uma poupança em primeiro lugar, não importa o quanto eles vão economizar, ou a rapidez com que o dinheiro vai crescer."

Comentando a proporção crescente de aposentados em relação a adultos em idade de emprego, Waechter disse: "No passado, a vida na aposentadoria era de 10 a 15 anos; Agora é de 25 a 35 anos. Será cada vez mais difícil para os países equilibrar os regimes de aposentadoria onde as novas gerações estão pagando pela aposentadoria dos mais velhos, porque há poucos trabalhadores que contribuem, o crescimento atual da produtividade é muito baixo para gerar renda suficiente para pagar pensões pelo número de pessoas que vivem mais tempo e, além disso, as condições macroeconômicas mudaram. O crescimento, a inflação salarial e as taxas de juros podem permanecer baixos por um longo período de tempo. Para criar o excedente necessário para a transferência de riqueza do presente para o futuro, o crescimento da produtividade deve voltar e devemos pensar de forma diferente sobre a arbitragem entre os níveis de pensão, a idade para a aposentadoria e as contribuições dos trabalhadores."

Para baixar uma cópia do relatório do Índice Global de Aposentadoria, acesse ngam.natixis.com/us/research/global-retirement-index-2017.

As 20 principais nações, juntamente com a sua posição no Índice Global de Aposentadoria do ano passado, são:

1. Noruega (No. 1 em 2016) 6. Austrália (6) 11. Canadá (10) 16. República Checa (18)
2. Suíça (2) 7. Alemanha (7) 12. Finlândia (11) 17. Estados Unidos (14)
3. Islândia (3) 8. Dinamarca (12) 13. Áustria (9) 18. Reino Unido (17)
4. Suécia (5) 9. Países Baixos (8) 14. Irlanda (16) 19. França (20)
5. Nova Zelândia (4) 10. Luxemburgo (13) 15. Bélgica (15) 20. Israel (19)
Metodologia

O Índice Global de Aposentadoria avalia fatores que incentivam a segurança da aposentadoria em 43 das principais economias desenvolvidas, onde a aposentadoria é uma questão social e econômica urgente. O índice foi compilado pela Natixis Global Asset Management com suporte da CoreData Research, uma empresa de pesquisa financeira com sede no Reino Unido. O índice inclui economias avançadas do Fundo Monetário Internacional (FMI), membros da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e os países BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). O relatório coletou dados de uma variedade de fontes, incluindo o Banco Mundial. Os pesquisadores calcularam uma pontuação média em cada categoria e combinaram as pontuações das categorias para um ranking geral final das 43 nações estudadas.

Sobre a Natixis Global Asset Management

Natixis Global Asset Management atende aos profissionais de investimentos no mundo inteiro com maneiras mais praticáveis de investimento. Através de nossa abordagem Durable Portfolio Construction®, nos concentramos no risco de ajudar estes profissionais a desenvolver portfólios mais estratégicos, que procuram resistir aos mercados imprevisíveis da atualidade. Extraímos informações profundas dos investidores e da indústria e nos associamos estreitamente aos nossos clientes para apresentar dados objetivos por trás da discussão.

A Natixis Global Asset Management está classificada entre as maiores empresas de gestão de ativos do mundo.2 Unindo mais de 20 gestores de investimento especializados em todo o mundo (US$ 895,6 bilhões de ativos sob gestão - AUM3), oferecemos várias soluções para cada oportunidade estratégica. Do ponto de vista da ação, a Natixis Global Asset Management ajuda nossos clientes a servir melhor os seus próprios interesses com carteiras mais duráveis.

Com sede em Paris e Boston, a Natixis Global Asset Management, S.A. faz parte da Natixis. Listado na Bolsa de Valores de Paris, a Natixis é uma subsidiária do BPCE, o segundo maior grupo bancário da França. As empresas de gestão de investimentos afiliadas e grupos de distribuição e serviço da Natixis Global Asset Management, S.A. incluem os Active Index Advisors®;4 AEW Capital Management; AEW Europe; AlphaSimplex Group; Axeltis; Darius Capital Partners; DNCA Investments;5 Dorval Asset Management;6 Emerise;7 Gateway Investment Advisers; H2O Asset Management;6 Harris Associates; Loomis, Sayles & Company; Managed Portfolio Advisors®;4 McDonnell Investment Management; Mirova;8 Natixis Asset Management; Ossiam; Seeyond;8 Vaughan Nelson Investment Management; Vega Investment Managers; e Natixis Global Asset Management Private Equity, que inclui o Seventure Partners, Naxicap Partners, Alliance Entreprendre, Euro Private Equity, Caspian Private Equity e Eagle Asia Partners. Nem todas as ofertas estão disponíveis em todas as jurisdições. Para informações adicionais, acesse o site da empresa em ngam.natixis.com | LinkedIn: linkedin.com/company/natixis-global-asset-management.

1https://www.weforum.org/press/2017/05/global-pension-timebomb-funding-gap-set-to-dwarf-world-gdp/

2 Atualização Quantitativa Cerulli: os Mercados Globais 2016 classificaram a Natixis Global Asset Management, S.A. como o 16o maior gestor de ativos do mundo, com base em ativos sob gestão (US$ 870,3 bilhões) em 31 de dezembro de 2015.

3 Valor patrimonial líquido em 31 de março de 2017. Os ativos sob gestão (AUM) podem incluir ativos para os quais os serviços AUM não regulatório são fornecidos. AUM não regulatório incluem os ativos que não se enquadram na definição da SEC de "AUM regulatório" no Formulário ADV, Parte 1.

4 Uma divisão da NGAM Advisors, L.P.

5 Uma marca da DNCA Finance.

6 Uma subsidiária da Natixis Asset Management.

7 Uma marca da Natixis Asset Management e Natixis Asset Management Asia Limited, com sede em Cingapura e Paris.

8 Operada nos EUA através da Natixis Asset Management U.S., LLC.

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Fonte: BUSINESS WIRE