São Paulo--(
DINO - 13 out, 2017) - Apesar das lojas físicas representarem cerca de 95% do movimento no comércio no Brasil, o setor do varejo sente os impactos dos avanços tecnológicos e está sendo transformado com as mudanças nos hábitos de consumo geradas pela crescente adoção do comércio eletrônico. Essa afirmação é do empreendedor, fundador da aceleradora de startup Farm e conselheiro de diversas startups e de organizações nacionais e internacionais, Felipe Matos. Quem reporta algumas considerações do empresário sobre o assunto é o também empresário do ramo de varejo,
Rodrigo Terpins o fundador da startup Farm, "enquanto no mundo online, cada clique pode ser monitorado com um nível de controle imenso, gerando reações instantâneas das lojas em oferta, campanhas de marketing e preço, o monitoramento de informações nas lojas físicas ainda é feito de forma manual e lenta, limitando sua eficácia". No entanto, Rodrigo
Terpins destaca que, para Felipe Matos, essa realidade está mudando, isso por conta de novidades tecnológicas - o mais interessante é que algumas das novidades mais inovadoras do mundo estão sendo criadas por startups brasileiras.O empreendedor Felipe Matos contou que, nos dias 21 e 22 de setembro, esteve no Agile Experience, em Florianópolis - um evento que discute o futuro do setor - e lá encontrou três startups com soluções promissoras para a área. Uma delas é a In Loco Media,
startup de Recife, ressalta Rodrigo Terpins. A empresa desenvolveu uma das tecnologias mais avançadas de geolocalização do mundo a partir de smartphones - o sistema alcança onde o GPS não vai, ou seja, dentro de edificações e estabelecimentos. Tudo com precisão de até um metro."Com essa solução, a In Loco Media construiu uma plataforma de anúncios em aplicativos que hoje são exibidos a milhões de pessoas no Brasil e no mundo - provavelmente eu e você - e entrega métricas que nenhuma outra consegue, como dizer se um cliente que viu um anúncio entrou ou não na loja física, por onde passou, quanto tempo ficou por lá, dentre outras informações", explicou Matos.Outra startup que
conquistou destaque foi a catarinense UpPoints - que utiliza câmeras, reconhecimento de imagens e inteligência artificial para analisar os produtos. "Indústrias gastam bilhões anualmente em marketing para dispor seus produtos dentro das lojas. Elas pagam para ocupar espaços de destaque nas prateleiras dos supermercados e para inserir material publicitário no ponto de venda - que deve seguir uma disposição específica. Também colocam promotores dentro das lojas para garantir o cumprimento dos planos e repor o estoque. Porém, executar e controlar tudo isso num universo de milhares de pontos de venda é um desafio complexo e caro. Com a tecnologia da UpPoints, é possível saber em tempo real a disposição dos produtos e até verificar a invasão de produtos concorrentes", distinguiu Felipe Matos.
Rodrigo Terpins acentua que a tecnologia inovadora também avisa quando há a chamada "ruptura", que é quando o estoque do produto acaba na gôndola. "A UpPoints automatiza o processo, tornando-o acessível, instantâneo e seguro, permitindo seu uso até mesmo em pequenos pontos de venda, onde a ida de um promotor seria inviável. É uma baita revolução para o setor!", ponderou o empreendedor Felipe Matos.Entre as startups brasileiras com soluções promissoras para o setor varejista, o fundador da aceleradora de startup Farm ainda destacou a Involves. A empresa, também catarinense, criou um sistema de gestão ágil que coloca smartphones conectados nas mãos da equipe de campo no varejo, permitindo que ações sejam tomadas e informações coletadas rapidamente direto no ponto de venda, reporta Rodrigo Terpins.Felipe Matos explicou que "o aplicativo permite monitorar e auditar as ações dos promotores - que precisam fazer check-in geolocalizado e tirar fotos periódicas da situação das gôndolas, por exemplo. Com ele, é possível também disparar pedidos para que os promotores realizem auditorias específicas ou façam uma pesquisa de preços, cujos dados retornam de forma instantânea aos gestores".A Involves usa, ainda, técnicas de gamificação, que servem para engajar o trabalho da equipe, ranqueando as melhores performances com pontos e permitindo a premiação dos mais bem colocados. Existem casos em que a adoção do sistema aumentou a produtividade em 25%, finaliza empresário do ramo varejista Rodrigo Terpins.