CAMPINAS, Brasil, 28 de outubro de 2013 /PRNewswire/ -- Uma boa notícia pode renovar as esperanças dos portadores do vírus HIV: as pesquisas brasileiras que visam a cura da doença através do uso de fitomedicamentos capazes de tirar o vírus da latência avançaram mais um passo. Foram finalizados com sucesso os testes pré-clínicos em macacos Rhesos, para verificar a eficácia e possíveis contraindicações.
Liderada pelo farmacêutico Luiz Francisco Pianowski, a equipe que estuda a cura do HIV, detectou que a substância extraída da planta Aveloz (Euphorbia tirucalli), desloca o vírus da célula infectada, levando-a à morte (apoptose), fazendo com que o vírus seja exposto aos antirretrovirais existentes. De acordo com Pianowski, "essa descoberta abre novos horizontes na busca pela cura do HIV, pois os atuais tratamentos só agem matando o vírus quando ele se multiplica e sai da célula invadida para entrar em outras".
Com a comprovação da baixa toxicidade no organismo dos animais testados, a pesquisa avança para o início dos testes em humanos.
Sobre as pesquisas e testes
Os testes em macacos foram realizados no renomado centro de pesquisas americano do hospital John Hopkins Hospital para esclarecer o mecanismo de ação das moléculas. O projeto é liderado pelo Dr. Lucio Gama, com participação da Dra. Celina Monteiro, pós doc da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Paralelamente, estudos referentes à farmacocinética e toxicologia estão sendo realizados no instituto Aurigon, Alemanha.
No Brasil, Luiz Pianowski, do laboratório Kyolab, e Amílcar Tanuri, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, coordenam as atividades.
A proposta, segundo Pianowski, é ativar o vírus latente apenas o suficiente para que seja possível destruí-lo (shock and kill). Nas duas primeiras fases da pesquisa, a equipe obteve sucesso em reativar os vírus latentes de HIV-1 em diferentes concentrações, sem apresentar fatores de citotoxicidade.
"Objetivamos chegar a uma molécula que ative os reservatórios latentes do HIV que, em conjunto com a terapia antiviral, possa levar à extinção de todo reservatório capaz de replicar e re-infectar o indivíduo. Isso pode levar o paciente HIV positivo a parar a medicação e ficar com sistema imune em boas condições ou, no melhor dos cenários, não necessitar mais de terapia antiviral", complementa Pianowski.
A expectativa dos pesquisadores é que os trâmites para liberação dos testes em humanos sejam encerrados até o início do próximo ano, permitindo o início da próxima fase.
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FONTE Kyolab