Releases 28/09/2016 - 18:22

Métodos contraceptivos: saiba qual é o ideal para você


São Paulo, SP--(DINO - 28 set, 2016) - Dentre os direitos humanos existem os direitos reprodutivos que garantem ao casal o direito de escolher o momento mais adequado para ter um filho. Mas, estima-se que um terço das gestações no mundo não seja desejada, isto é, não ocorre num momento oportuno para o casal. Por isso, é tão importante ter acesso às informações sobre os diversos tipos de métodos anticoncepcionais disponíveis atualmente.

- Métodos comportamentais: calendário ou tabelinha, muco cervical ou método de Billings e temperatura basal;
- Métodos de barreira: mecânica (preservativos masculino e feminino, diafragma e capuz cervical), química (espermaticidas ? substâncias tóxicas aos espermatozoides como o nonoxinol-9) ou associação destes dois (diafragma com espermaticida ou preservativo com espermaticida).
- Dispositivo intrauterino (DIU): é uma estrutura plástica (polietileno), geralmente em forma de alça ou T, inserido na cavidade uterina.
- Métodos hormonais: os anticoncepcionais hormonais ganharam importância a partir da década de 60 e atualmente são os métodos reversíveis mais prescritos e utilizados em todo o mundo. Apresentam também o maior número de efeitos colaterais e contraindicações.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) através da revisão sistemática das evidências mais atuais, elaborou os Critérios Clínicos de Elegibilidade para o Uso de Anticoncepcionais, isto é, critérios que norteiam o uso de cada método anticoncepcional em determinadas situações clínicas. O manual agrupa as situações clínicas em 4 categorias:

1 - O método pode ser usado sem contraindicações.
2 - Os benefícios são maiores que os riscos. Não há contraindicação ao uso, porém a paciente deve ser seguida rigorosamente.
3 - Os riscos superam os benefícios. Não devem ser utilizados a não ser que não haja outra opção.
4 - Os riscos à saúde são inaceitáveis. Contraindicação absoluta.

"Hoje em dia os anticoncepcionais constituem importante item no arsenal do ginecologista, úteis em diversas situações não somente para evitar a gravidez. Assim, por exemplo, pode-se utilizar um anticoncepcional hormonal para controle de dismenorréia ou de cistos ovarianos.", destaca o ginecologista especialista em reprodução humana, Alfonso Massaguer.