São Paulo--(
DINO - 05 out, 2016) - O ano de 2015 foi um marco para a agricultura brasileira. O enorme sucesso se deu pelo fato do milho e da soja alcançarem verdadeiros recordes de produção, com índices de crescimento de 14,5% e 7,1%, respectivamente, o que representa um valor de R$ 265,5 bilhões arrecadados apenas com esses dois tipos de grãos, reporta o
empresário Flavio Maluf, conhecido pelo bom desempenho que possui frente a indústria têxtil.
Outros gêneros alimentícios que também não decepcionaram o setor produtivo foram o feijão, com aumento de 16,6% e a cana-de-açúcar, que alcançou 3,7%. Os dados foram anunciados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em uma pesquisa intitulada de Produção Agrícola Municipal (PAM), que tratou de avaliar culturas de caráter permanente e temporário, destaca Flavio Maluf.
No segmento das exportações, pôde-se perceber a preponderância da soja, alimento exportado em larga escala, sobretudo para a China.
Flavio Maluf noticia que o país asiático recebe anualmente cerca de 75,3% de toda a produção brasileira, representando o maior parceiro comercial que o Brasil possui nos dias atuais. Já o milho, que sofreu elevação de 39,8%, em se tratando de ser exportado, abasteceu outros países, como o Egito, Irã, Japão, Coreia do Sul, Vietnã, dentre outros.
O clima e a economia mostraram ser determinantes para a colheita, revelou a pesquisa realizada pelo IBGE.
No ano de 2015, por exemplo, 63 tipos de alimentos agrícolas foram estudados, o que equivale a plantações com dimensões de 76,8 milhões de hectares. O mesmo não ocorreu em 2014, ano em que foram deixados de lado, 967 mil hectares, causando grande discrepância na comparação entre os dois anos.
Estima-se que, das
regiões plantadas em solo nacional, 41,9% correspondam ao cultivo exclusivo da soja, ocupando um percentual de 34% de tudo o que é produzido no país. Em segunda posição, figura a cana-de-açúcar, alimento que responde por 16,4%, seguida pelo milho, com 11,2%. Importante pelo potencial econômico que possui, São Paulo foi apontado como o principal polo produtivo desses alimentos, movimentando R$43,7 bilhões anualmente.
Flavio Maluf indica que, com base no que o IBGE apresentou, o estado paulista alcançou um aumento de 5,5%. Em 2014, o resultado não foi o mesmo, já que experimentou baixa de 7,5%, mais uma vez por causa do clima que não favoreceu. Uma estiagem prolongou-se por mais tempo que o esperado, impactando as colheitas. O destaque ocorreu por conta do estado de Goiás, que ultrapassou até mesmo o de
Minas Gerais, assumindo a segunda colocação.
O feijão que apareceu como vilão no ano de 2016, devido à alta de preços que experimentou, foi responsável, no ano anterior, por um aumento de 16,6% em se tratando de vendas. O alimento que exerce predileção no prato dos brasileiros, teve uma produção de 3 milhões de toneladas, de acordo com a pesquisa. Principal ingrediente do pão francês, o trigo sofreu em sua produção, uma queda de 12%, encarecendo o preço do pãozinho em 2,2%. Uma discreta melhora apareceu na avaliação de um dos gêneros que são predileção nacional. Trata-se do arroz, que apresentou crescimento de produção estimado em 1%, conclui Flavio
Maluf.