Projetos de energias renováveis atraem investidores estrangeiros apoiados pela ApexBrasil
Os vastos recursos naturais e capacidades de produção colocam o Brasil como um possível líder na transição global para uma economia de baixo carbono. E não é para menos. O País tem abundância de água potável, matriz energética renovável (eólica, solar e hidroelétrica), experiência com bioenergia como etanol e biodiesel, além de localização estratégica como hub logístico próximo à Europa e infraestrutura portuária para exportação de hidrogênio.
"A contínua adoção de fontes renováveis, aliada a investimentos em tecnologias emergentes como hidrogênio verde e armazenamento de energia, posiciona o Brasil para liderar a transição energética no mundo, contribuindo significativamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para o desenvolvimento sustentável", explica Jorge Viana, presidente da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Com base nessas características, o Ministério de Minas e Energia (MME) estima que o País receberá R$ 2 trilhões em investimentos na chamada economia verde, em 10 anos. As expectativas estão alinhadas com o papel da ApexBrasil, que trabalha para posicionar o Brasil como líder global na transição energética, contribuindo para o desenvolvimento econômico do País e com a redução das emissões de carbono.
Na prática, a agência combina as agendas estratégicas dos setores público e privado para promover o Brasil como destino de investimentos internacionais. Para este ano, estão previstas ações de atração de investimentos estrangeiros para setores do chamado complexo de energias renováveis - que inclui energia eólica, solar fotovoltaica, hidrogênio e armazenamento de energia.
"Temos uma matriz elétrica de 90% de fontes renováveis e limpas, e a matriz energética é cerca de 50% renovável. Ocupamos uma posição em que outros países gostariam de estar daqui a 50 anos. Temos vantagem e oportunidade", diz Helena Brandão, gerente de Investimentos da ApexBrasil.
Investidores
O Brasil já recebeu, por exemplo, investimentos da australiana Fortescue Metals Group (FMG), de US$ 6 bilhões em uma planta de hidrogênio no Ceará; da espanhola Iberdrola, de US$ 5,8 bilhões em energia renovável e hidrogênio verde; e da alemã Siemex, que vai aplicar US$ 2 bilhões em uma fábrica de painéis fotovoltaicos.
"Nossa agenda de produtos tende a aumentar por causa da diversificação de oportunidades que o Brasil vem desenvolvendo. Não falávamos de hidrogênio e biocombustível há alguns anos", exemplifica Helena. "A tendência, a partir de agora, é de uma maior oferta de produtos e soluções com valor agregado", completa a executiva.
Números de destaque da ApexBrasil
Em 2024, a agência atendeu 243 investidores de 40 países
Os 64 projetos apoiados somaram US$ 8,6 bilhões