Releases 26/10/2016 - 12:09

Setor Ferroviário aposta em Ensaios Não Destrutivos para ter mais segurança


São Paulo - SP--(DINO - 26 out, 2016) - Assim como na Medicina, você sabia que o Ultrassom (US) e a Radiografia são frequentemente usados no Setor Metroferroviário? E o princípio da utilidade é o mesmo: enquanto o médico depende desses equipamentos para avaliar se o paciente tem uma fratura ou qualquer outro tipo de lesão, técnicos de inspeção precisam deles para verificar fissuras e defeitos em geral nos trilhos e materiais rodantes das ferrovias. Na indústria, essas ferramentas são chamadas de Ensaios Não Destrutivos (ENDs) e, além dos dois exemplos citados acima, existem outros, muito comuns, empregados na rotina operacional do segmento, como Correntes Parasitas (CP), Emissão Acústica (EA), Radioscopia, Gamagrafia, Ensaio Visual (EV), Estanqueidade, Líquido Penetrante (LP), Partículas Magnéticas (PM) e Termografia.

Para se ter uma ideia sobre o funcionamento dos ENDs no Setor Metroferroviário, o US, primeiramente, detecta a integridade em trilhos, rodas e eixos de locomotivas, garantindo a segurança do sistema de transporte de cargas e de passageiros. Ao exercer a atividade, o profissional deve conhecer muito bem todas as funcionalidades do equipamento e suas versões mais modernas, como o Phased Array, por exemplo, que utiliza um transdutor com vários cristais interligados em um mesmo circuito, permitindo a inserção de vários ângulos na peça.

Já a Radiografia, de forma geral, é utilizada para identificar a variação de espessura ou densidade entre regiões vizinhas de um mesmo material. Traduzindo: é o método capaz de apontar, com boa sensibilidade, defeitos em peças fundidas, forjadas ou soldadas; falhas comuns nas ferrovias.
Em relação à Termografia, normalmente é empregada para inspecionar as condições dos equipamentos e alimentadoras das subestações de trem. Além disso, evita a ocorrência de origem térmica, que podem resultar na destruição parcial ou total das máquinas e, em alguns casos, provocar a paralisação comercial. ""Com essa técnica, reduzimos em 10% o nosso custo de um equipamento destruído pela ação das altas temperaturas"", explica o técnico do Metrô, Márcio Satoshi Torii.

Igualmente tão importante quanto o uso de ENDs é a qualificação técnica de quem executa os ensaios. Por isso, a certificação profissional é um dos pré-requisitos das principais empresas do País antes de contratar mão de obra. O processo nada mais é do que uma forma de atestar, por meio de exames práticos e teóricos, que os trabalhos realizados terão, efetivamente, um padrão de qualidade por parte do profissional responsável, além das salvaguardas legais associadas a qualquer tipo de atividade técnica.

Acreditada, pelo Inmetro, como Organismo de Certificação de Pessoal (OPC-002), a Abendi possui notoriedade no segmento e vem certificando profissionais há pelo menos 25 anos.

Lançado para atender, principalmente, a área Metroferroviária, o processo de certificação no método de Ultrassom classifica o profissional em dois níveis de competência (N2 e N3) e é dividido em duas modalidades de escolha: Via Permanente e Material Rodante. Em qualquer uma delas, o candidato deve atender a alguns requisitos preestabelecidos, como grau de escolaridade, aptidão física, horas de treinamento e experiência profissional comprovada, como forma de garantir o entendimento dos procedimentos específicos.

""Nesse momento em que o País se volta para o setor ferroviário, com projetos de ampliação da malha, desenvolvimento de trens de alta velocidade, trens regionais, TAVs e monotrilhos, o processo de qualificação surge como fator importante. Mais do que nunca precisamos ter profissionais à altura das novas estruturas, conhecedores das normas técnicas, aptos a trabalhar dentro dos conceitos de sustentabilidade, saúde e segurança"", acrescenta o diretor executivo do Sindicato da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre), Francisco Petrini.

Sobre a Abendi ? Voltada à difusão das atividades de Inspeção e Ensaios Não Destrutivos (ENDs), preservando a vida e o meio ambiente, a Abendi mantém parcerias com entidades e empresas para disseminar o uso de ENDs, técnicas indispensáveis na inspeção de materiais e equipamentos sem danificá-los, sendo executadas nas etapas de fabricação, construção, montagem e manutenção.

A Abendi também é acreditada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, como Organismo de Certificação de Pessoal ? OPC-002, conforme a Norma ISO 17024, para a qualificação e certificação de pessoal em END, baseada nos critérios da Norma ISO 9712. Credenciada, desde 2003, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) como Organismo de Normalização Setorial (ONS-58), para a elaboração de normas de END; e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) como instituição de Pesquisa & Desenvolvimento P&D, nas áreas de interesse da indústria petrolífera e também é acreditada pela ANP desde 2013 como Certificadora de Conteúdo Local.

A associação ainda é reconhecida como Entidade Tecnológica Setorial (ETS), pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, para a gestão tecnológica na área de END. Desde 2006, é qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), pelo Ministério da Justiça, que possibilita receber doações de empresas, dedutíveis do lucro operacional; desenvolver projetos do interesse do setor público; ações de formação e capacitação de pessoas; e a chance de receber bens apreendidos, abandonados ou disponíveis, administrados pela secretaria da Receita Federal. Além disso, também possui acordos e convênios de cooperação técnica com instituições brasileiras e internacionais, como o BAM ? Instituto de Materiais da Alemanha.
Mais detalhes: www.abendi.org.br.


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