São Paulo, SP. --(
DINO - 10 jul, 2017) - Assim como os seres humanos muitas vezes se tornam mais propensos às infecções virais, como gripes, alergias e resfriados durante os meses de inverno, seu animal doméstico também está mais suscetível nessa época.
Por isso, é um momento em que os pets demandam cuidados extras. Tanto os cães quanto os gatos podem ficar gripados, e as chances aumentam, com a umidade do ar mais baixa, na época do frio.
Além disso, os sintomas de uma gripe que atinge um pet são muito semelhantes ao de humanos. "É muito comum a perda de apetite, prostração, o focinho fica sempre molhado, secreção nasal, tosse, espirros que, consequentemente, agravam-se para um estado febril", explica Camila Conte, médica veterinária.
Mas alguns cuidados podem ajudar, "devemos sempre manter o animal hidratado e o fornecimento de ração necessária de acordo com o peso, providenciar casinhas ou abrigos, evitar exposição ao frio e caminhadas longas durante o passeio", aconselha a profissional. Seu pet passa a maior parte do tempo no quintal? Bem, nesse caso, é aconselhável fazer o esforço de redobrar esses cuidados nos dias frios.
Caso o animal contraia algum resfriado é importante manter a atenção, pois existe o risco de complicações da gripe, em cães pode desenvolver-se a traqueobronquite infecciosa canina, conhecida como "tosse dos canis", que pode ser transmitida para outros cães.
Nos gatos a gripe é conhecida como "Rinotraqueite felina, causada pelo herpes vírus felino, podem também ser portadores e disseminar a doença para outros gatos, se a doença não for tratada adequadamente existe o risco de uma pneumonia.
Estar em dia com a vacina contra gripe, é fundamental para a saúde dos pets, especialmente em cães braquicefálicos (os de focinho achatado), como; Bulldogue inglês, Bulldogue francês, Pug, "que são predispostos a problemas respiratórios e também em animais que são imunossuprimidos", alerta a veterinária.
Os animais possuem uma maior tolerância ao frio do que nós humanos, a pelagem por si só segura a temperatura corporal. Mas, se engana quem acredita que por terem pelos, cães e gatos não passam frio no inverno.
Animais com pelagem mais curta acabam sentindo frio, então, o melhor é investir em caminhas mais quentes ou até mesmo em roupinhas. O uso de casinhas de cachorro tipo Iglu pode ser uma opção, "eles se sentem protegidos e confortáveis", considera Camila Conte.
A gordura corporal do seu animal de estimação também é um fator essencial para protegê-lo do frio e manter a temperatura do seu corpo durante os meses de inverno.
Mas, segundo a veterinária, não há necessidade de aumentar a oferta de alimento para o animal, pois "os animais nessa época do ano acabam se exercitando menos, o que diminui sua perda calórica e consequentemente acaba tendo um ganho no aumento de peso", explica Conte.
Para prolongar a saciedade no pet, pode ser distribuído ao longo do dia a quantidade diária de ração em três porções. "Cães ou gatos que acabam tendo uma vida mais ativa, já é recomendado aumentar o consumo de ração em 20% devido a sua perda calórica, mas, sempre com cautela", sugere a profissional.
Com relação à frequência dos banhos, pode ser mantida a mesma, porém com cautela, desde que com água morna e a secagem completa do animal. Pois se o pet não estiver completamente seco, há chances dele desenvolver uma dermatite (problema de pele) ou desencadear alguma doença respiratória.
Também é aconselhado o uso preferencial de shampoos que aumentem a barreira cutânea do pet, se possível também que seja realizado nos dias mais ensolarados por causa do tempo úmido.
Os hábitos de tosagem dos pets também podem ser mantidos, devido ao inverno além do crescimento comum dos pelos, o animal acaba ficando com a pele um pouco mais ressecada. "Isso pode ocasionar embolamento dos pelos, abafar a pele facilitando o surgimento de outras doenças", explica a veterinária.
O ideal é não fazer uma tosa muito baixa, "acertar as pontas dos pelos e fazer uma tosa higiênica", aconselha Conte. Cortes como "tosa bebê" são mais indicados no inverno, onde se tira os pelos, mas não por completo.
Lembrando que caso seu pet apresente sintomas de tosse, secreção ou dificuldades para respirar, não hesite em levá-lo ao médico veterinário, profissional capacitado que será capaz de fazer um histórico e diagnóstico completo do animal dando o tratamento e suporte necessário.
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