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DINO - 29 set, 2016) - De 29 de setembro a 1º de outubro, Curitiba (PR) recebe o Congresso Sulbrasileiro de Infectologia. O evento é organizado pela Sociedade Brasileira de Infectologia e vai ocorrer no Estação Eventos.
Nos três dias, respeitados especialistas do Brasil e do exterior vão discutir importantes assuntos, principalmente de saúde pública. Entre os temas abordados, teremos novidades em dengue, uso de antibióticos, hepatites, superbactérias, HIV/Aids, atualização em vacinas, hepatite C entre outros assuntos.
Três assuntos são destaques. São eles:
Dengue cresce 430% em Curitiba
Durante o Congresso Sulbrasileiro de Infectologia, a situação da dengue (incluindo a vacina), zika e chicungunya estará em debate por respeitados especialistas no evento.
Somente em 2016 na região metropolitana de Curitiba, por exemplo, foram notificados 5.797 casos; já em 2015 foram 1.346, o que revela um aumento de 430% casos notificados no último ano.
"Os números da epidemia são alarmantes e revela um sério problema de saúde pública. Precisamos controlar os vetores e executar medidas preventivas de saneamento básico", diz Marion Burger, palestrante do Congresso.
Além disso, a médica ressalta que esses dados de Curitiba são um reflexo do que ocorreu no Estado do Paraná e em outras regiões do Brasil.
Alerta sobre superbactérias no Paraná
Um novo estudo feito no Paraná mostrou que 34% dos pacientes que foram contaminados por superbactérias vão a óbito e será um alerta no Congresso Sulbrasileiro de Infectologia.
No trabalho inédito, realizado pela infectologista Cláudia Carrilho, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, foram avaliados 127 pacientes e as principais infecções foram pneumonia, infecções urinárias entre outros problemas sérios. "Isso é algo bem grave e necessitamos de um plano nacional para controle de bactérias multirresistentes, que ainda não temos, além de atualizar recomendações e protocolos em todo o Brasil", diz a médica, que estará no evento.
Além do diagnóstico demorado, a infectologista aponta que as falhas na higienização e limpeza de hospitais, uso indiscriminado de antibióticos, inclusive na agropecuária, e falta de controle disseminam o problema.
A própria Organização das Nações Unidas (ONU) também lançou um documento, em setembro de 2016, alertando para a importância de plano de contingência de infecção hospitalar, tema que também será debatido no evento. "É fundamental que sejam tomadas providências o quanto antes para evitar mortes em todo o país", alerta a médica.
Curitiba tem altos índices de hepatite C
De acordo com o último Boletim de hepatites virais do Ministério da Saúde, Curitiba já tem 36,3 casos para cada 100 mil habitantes e representa a terceira capital brasileira em casos de hepatite C, doença que já tem novos tratamentos e pode ter até ter cura atualmente. Esse será um tema em discussão por especialistas no Congresso Sulbrasileiro de Infectologia, que ocorre na capital paranaense de 29 de setembro a 1 de outubro.
No Brasil, cerca de 1,7 milhão de pessoas apresentam sorologia positiva para HCV (vírus da hepatite C) e a região Sul lidera a taxa de detecção, ou seja 14,1 casos para cada 100 mil habitantes, seguida pelo Sudeste (8,1), Norte (3,5), Centro-Oeste (1,9) e Nordeste (1,2). "É um importante e grave problema de saúde pública e precisamos alertar todos sobre a importância do diagnóstico e do tratamento", diz a infectologista Maria Cristina Assef, palestrante do evento.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 170 milhões de pessoas estão cronicamente infectadas pelo HCV e mais de 350.000 pessoas morrem todos os anos de complicações hepáticas relacionadas à doença, inclusive cirrose ou câncer de fígado.
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