Releases 19/07/2017 - 14:52

Precisamos pensar em soluções para a preservação dos peixes


Belo Horizonte - Minas Gerais --(DINO - 19 jul, 2017) - Hugo Lisboa Chiabi Saliba, 15 anosAluno da Escola do Sebrae de Formação Gerencial de Belo Horizonte-MGUm tema bastante importante, mas que não é discutido por grande parte da população, é a elevada diminuição da quantidade de peixes em rios brasileiros. O Rio São Francisco, conhecido pelo rio da integração nacional, que outrora era piscoso, hoje é praticamente um rio morto. Mas o que fazer para acabar com isso?Os peixes são animais importantes, tanto para o consumo quanto para a cultura em termos de religião e arte. Infelizmente, estamos observando no Brasil, nos últimos anos, uma grande queda na quantidade de peixes em nossos rios. Além do desmatamento das matas ciliares, é crescente o número de pescadores amadores e profissionais que utilizam redes, tarrafas e arpões para capturar e matar o maior número possível de peixes.Por outro lado, existem tipos de pescadores que apreciam a arte da pesca, chamados de pescadores esportivos, que são adeptos ao pesque e solte. Esses não matam os peixes que pescam, apenas se divertem com alguns amigos, pescando, fotografando, soltando e ajudando na preservação da natureza. Mas com essa grande redução de peixes, essa pratica está cada vez mais difícil. Assim, muitos param de viajar e gastar dinheiro com o turismo ecológico, já que está cada vez mais difícil encontrar algum lugar com abundância de peixes.Em viagem com meu pai à Argentina, vi que um projeto realizado há alguns anos pelo governo salvou vários peixes, já que a situação deles era igual a nossa. Foi criada uma ação de preservação ambiental proibindo a matança dos peixes. Guardas fazem o patrulhamento nos rios e multam pescadores que estão com algum peixe a bordo dos barcos ou transportando pelas estradas daquele país. Com isso, houve um aumento significativo no número e tamanho dos peixes, incentivando a pesca esportiva, aumentando significativamente o número de turistas de pesca e também a renda dos antigos pescadores, que agora são guias de pesca esportiva. Para se ter uma ideia do que isso representa, só o PIB de pesca da Argentina é maior que todo o PIB de Minas Gerais.Para que os pescadores profissionais não fiquem desamparados, existe ainda a possibilidade da criação de peixes em cativeiro, assim como são criados bois, porcos e aves, como os frangos.Portanto, no Brasil, caso atitudes como essas fossem tomadas, rios como o São Francisco voltariam a ser o que eram antes. Hotéis e pousadas de pesca esportiva seriam novamente mais frequentados. Basta uma pequena ação de monitoramento do governo para que pescadores não destruam parte da fauna brasileira e possamos dar mais alternativas de diversão para população, arrecadando ainda muito dinheiro com o turismo ecológico.