Curitiba, PR--(
DINO - 31 out, 2016) - O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, quer ampliar a aplicação do calcário agrícola no país. A intenção do ministério é que a melhoria tecnológica traga maior produtividade no campo. A participação do Brasil no mercado mundial agrícola está perto de 6,8%. O objetivo do governo é que salte para 10%.
As informações foram dadas por Geller durante o Encontro Nacional dos Produtores de Calcário (Enacal), que ocorreu em Curitiba (PR), de 26 a 28 de outubro. O evento incluiu a terceira edição do Congresso Nacional de Correção e Fertilidade do Solo.
O calcário é um corretivo natural da acidez do solo. A acidez ocorre em países tropicais e prejudica a colheita. "Usar calcário significa apostar em um país melhor", afirmou o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Calcário (Abracal), Oscar Alberto Raabe. Ele estima que o Brasil tem potencial para consumir anualmente 60 milhões de toneladas de calcário, mas hoje está em 30 milhões.
A Abracal e o Sindicato das Indústrias de Extração de Mármores, Calcários e Pedreiras do Paraná (Sindemcap) organizaram o evento. Para o presidente do Sindemcap, Jan Petter, as lideranças precisam participar ativamente das ações governamentais, como forma de sensibilizar autoridades e agricultores em favor da correção do solo.
O secretário de Estado da Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, defendeu inovações no campo diante dos problemas como as mudanças climáticas e a erosão. Quando feita a correção de forma antecipada, o solo exige menos adubo, que apresenta custos mais elevados que o calcário.
Neri Geller disse que as ações do ministério no governo Michel Temer têm um único objetivo: "cuidar bem do agricultor". Daí o calcário ser importante, pois ampliará a produtividade no campo. Neri representou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, no Enacal. O presidente da Abracal entregou a Geller documento contendo medidas que ajudem a ampliar o consumo de calcário.
Melhoria da infraestrutura logística, aprovação da PEC 241, que limita os gastos do governo, e a Reforma da Previdência também foram defendidas pelo secretário como forma de melhorar o cenário para os negócios no país ? incluindo a agricultura.
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