Belo Horizonte, MG--(
DINO - 27 mar, 2024) -
Uma pesquisa elaborada pelo
Instituto de Pesquisa DataSenado, em 2023, mostrou que o ambiente escolar é um ambiente onde ocorrem certos tipos de violência. O estudo estima que, dos 59,8 milhões de estudantes brasileiros, 6,7 milhões - cerca de 11% do total - já passaram por alguma experiência de violência na escola.
Segundo uma estimativa da própria pesquisa, dois em cada dez brasileiros enfrentaram problemas relacionados a violência no contexto escolar. Além disso, 36% dos entrevistados disseram já ter sofrido
bullying no ambiente escolar, ao passo que 11% admitiram já ter praticado perseguição a algum colega. A maioria foi praticada pelos meninos.
'Não é de se espantar que a parcela de pessoas que se disseram vítimas de
bullying seja maior do que a de quem admite ter praticado algum tipo de perseguição', analisa
Camila Pereira Linhares, CEO da
Unniversa Soluções de Conflitos, empresa especializada em mediações, diálogo e cultura da paz. 'O problema é que nem sempre esse tipo de rivalidade no ambiente escolar é tratado na perspectiva de uma solução. A vítima tende a resolver de outras formas: trocando de escola, aceitando a condição de violência e até mesmo submetendo-se a uma depressão grave', alerta.
Jéssica Gonçalves, que também tem experiência em mediações de conflitos, concorda. A especialista defende que as relações de violência no convívio escolar podem ser resolvidas de forma pacífica, por meio de práticas restaurativas que tragam o foco para as famílias dos envolvidos e para a própria capacidade humana de enfrentar seus desafios.
'As práticas restaurativas se apresentam como um novo paradigma de resolução de conflitos e prevenção à violência e à criminalidade na vida escolar. A ideia é propor que todas as pessoas afetadas por um ato violento, sejam os próprios autores, a vítima, os familiares e a comunidade, dialoguem para transformar situações conflitivas em relações de cooperação e construção de resultados diferentes', defende.
Educação transformadora
Para
Camila Linhares, a resolução precisa incorporar motivações que vão para além das diferenças entres as partes envolvidas no conflito. A ideia é promover uma conversão absoluta do agente do
bullying, de modo a exterminar um foco de violência na escola. Ela conta que a mediação de conflitos tem, inclusive, surpreendido pessoas que não acreditam na mudança de comportamento.
'É possível transformar um jovem que pratica violência. Uma educação transformadora é capaz de ajudar crianças e adolescentes a desenvolverem habilidades socioemocionais e a superarem seus próprios desafios e limitações de maneira saudável e equilibrada. A mediação de conflitos vem alcançando isso', finaliza.
Website:
https://www.instagram.com/unniversamultiportas/
A
OESP não é(são) responsável(is) por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base nos Conteúdos ora disponibilizados, bem como tais Conteúdos não representam a opinião da
OESP e são de inteira responsabilidade da
Dino Divulgador de Noticias Online Ltda