Releases 25/11/2013 - 14:39

Metodologia Rappam apresentada em Simpósio sobre o Cerrado


Durante os dias 20 e 21 de Novembro, foi realizado em Goiânia (GO) o 19º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado, cujo tema central foi Povos do Cerrado e a Biodiversidade. Uma das mesas redondas abordou "A Situação das Unidades de Conservação de Uso Sustentável no Cerrado" e o coordenador do Programa Cerrado Pantanal, Julio Cesar Sampaio, convidado para participar, apresentou o método Rappam que é aplicado no País pelo WWF-Brasil para mensurar a efetividade de Gestão de UCs. A sigla Rappam vem do Inglês Rapid Assessment and Priorization of Protected Area Management (traduzido para Avaliação Rápida e Priorização do Manejo de Unidades de Conservação), uma metodologia desenvolvida pela Rede WWF entre 1999 e 2002 para fornecer ferramentas voltadas ao desenvolvimento de políticas adequadas à proteção de sistemas naturais e à formação de uma rede global viável de áreas protegidas. "Criar e bem gerenciar unidades de conservação estão entre as principais e mais efetivas estratégias globais para a conservação da natureza. Áreas protegidas asseguram fontes de água, ajudam a regular o clima, contêm erosões, oferecem lazer e geração de renda, mantêm riquezas socioculturais e proporcionam alternativas concretas de desenvolvimento sustentável", afirmou o coordenador do Programa Cerrado Pantanal. No Brasil, a ferramenta já foi aproveitada nos estados de São Paulo, Paraná, Acre, Amapá, Mato Grosso, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Pará e unidades federais de conservação. Recentemente, a metodologia foi aplicada na avaliação das Unidades de Conservação do estado de Goiás, que está inserida no bioma Cerrado, e uma pubilcação com os resultados será lançada em breve. No total, o Rappam já contemplou cerca de 500 unidades de conservação brasileiras e, mundialmente, mais de 20 países (Indonésia, Gana, Chile, Butão, China, Romênia, Rússia e África do Sul, entre eles). Unidades de Conservação e Cerrado em debate Durante a apresentação, Julio Cesar Sampaio também falou sobre a atuação do WWF-Brasil em relação aos vários tipos de Unidades de Conservação e especificamente no Cerrado, no âmbito do Programa Cerrado Pantanal. Saiba mais sobre a nossa atuação nesse bioma no link ao lado. Além de Julio Cesar Sampaio, participaram da mesa-redonda como debatedores: Maria Machado Lopes (ICMBio - Aruanã-GO); Leonardo Tortoriello Messias (ICMBio - Brasília-DF); Sandro Raphael Borges (ICMBio - Mambaí-GO); Jose Leopoldo de Castro (SEMARH); e Clovis Almeida (fundador da empresa Frutos do Brasil). O moderador foi Tiago Vieira (ICMBio). Nos dois dias, o Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado discutiu a valorização à diversidade socioambiental e cultural, bem como a busca por melhorias para a qualidade de vida dos Povos e Comunidades Tradicionais do Cerrado, além das ameaças à esse bioma, considerado a savana mais rica do planeta e que detém cerca de 5% da biodiversidade do planeta.