Brasília-DF--(
DINO - 01 dez, 2017) - O presidente da CNS, Tércio Kasten abriu o evento e destacou em sua fala que é necessário exercitar a visão estadista sobre a questão da saúde no Brasil que promova um Associativismo de Resultados no setor de saúde.Para ele, a temática do Fórum é de extrema importância pelo momento vivenciado no país, "No entanto, não há outro caminho. Precisamos cada vez mais superar as divergências para trilhar o Associativismo. Pois este é o nosso entendimento sobre o que é Liderança. A cooperação é a convicção plena de que ninguém pode chegar à meta se não chegarem todos. É o que temos feito, na CNS, declarou Kasten.A jornalista Denise Barbosa, da GloboNews falou sobre recuperação da economia e sua dependência das reformas. Ela ainda assegurou que o investimento depende da confiança do mercado. A confiança move a economia e atualmente a crise fiscal está sendo alimentada pela crise econômica e institucional que o país ainda vivencia.O assessor Jurídico da CNS, Alexandre Zanetti intermediou o Talk Show sobre os impactos e planejamentos após a reforma trabalhista que teve como convidados Alexandre Belmonte, ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Marcos Cominato, Diretor de Recurso Humanos do Grupo ALLIAR e Emerson Casali, Diretor CBPI Produtividade Institucional.Zanetti ressaltou as significativas mudanças na legislação trabalhista no setor de saúde, como por exemplo, a questão das grávidas lactantes, a jornada 12x36, e a aplicação da Lei 13.467/2017 aos contratos de trabalho vigentes. Para o ministro do TST, Alexandre Belmonte a legislação trabalhista necessitava ser modificada para se adequar as novas relações de trabalho que também mudaram, mas em sua visão faltou reflexão e debate na implementação da nova legislação. O evento abordou também o novo panorama da Filantropia com a decisão do STF. Mediado pelo assessor de Segurança e Saúde no Trabalho da CNS, Clovis Veloso de Queiroz o debate contou com as participações do advogado, Renato Nunes, da Machado Nunes Advogados, e da advogada da Advocacia Gandra Martins, Fátima Fernandes Rodrigues de Souza. A questão da Segurança do Paciente também foi destaque na programação O Talk Show foi liderado pelo coordenador do Departamento de Saúde Suplementar da CNS, Dr. João de Lucena e contou com a participação da coordenadora de Programas Estratégicos do SUS - COPES - ANVISA, Júlia Souza Vidal, com o expositor Antônio Capone Neto, gerente de Segurança e Risco do Hospital Albert Einstein e da Dra. Helidea Lima, Diretora de Qualidade da Rede D'or. Júlia Souza Vidal falou sobre o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) e sobre os Núcleo de Segurança do Paciente no Brasil. Ela destacou que a Segurança do Paciente é um dos assuntos que tem adquirido, em todo o mundo, grande importância para os pacientes, famílias, gestores e profissionais de saúde com a finalidade de oferecer uma assistência segura. Ela ainda alertou para a importância da inscrição no Cadastro dos Núcleos de Segurança do Paciente, pois segundo ela, através do cadastro é possível identificar as notificações de eventos adversos, "Foram notificados 155 mil% incidentes no país por consequência na falha do atendimento à saúde. A queda do paciente em internação está em 3º lugar do ranking de incidente do país" afirmou Vidal. Já o expositor Antônio Capone Neto que discorreu sobre o gerenciamento do risco e a segurança do paciente ponderou que o erro no cuidado com a saúde é um assunto que deve ser credenciado como um problema de saúde pública. O médico confirmou que nos EUA as falhas no atendimento à saúde ocasionam a terceira causa de morte no país perdendo apenas para as doenças cardiovascular. Ele informou que o Brasil ocupa a segundo lugar, "Queremos diminuir os números de acidentes que são evitáveis, através da prática de componente reativos e proativos, explicou o especialista. De acordo com a diretora Dra. Helidea Lima que abordou o tema em rede de hospitais informou que a segurança do paciente também está relacionada com a gerência dos hospitais. Para ela segurança do paciente deve ser uma prioridade estratégica das organizações de saúde. Ela destacou que a redução de eventos adversos é o resultado de um conjunto de medidas que envolvem toda à liderança de cada organização hospitalar e que deve trabalhar em sintonia com a atuação de cada setor do hospital. A diretora na ocasião aproveitou a oportunidade e parabenizou a implementação do Cadastro dos Núcleos de Segurança do Paciente efetivado e viabilizado pela Anvisa. Segundo ela, essa medida norteia as instituições para a atuação eficaz na redução de incidentes adversos hospitalares. O Fórum encerrou as atividades com uma emocionante palestra de Eduardo Shinyashiki, consultor organizacional, escritor, conferencista nacional e internacional, especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança organizacional e neurocoaching. Mestre em Neuropsicologia e Liderança Educadora que na ocasião parabenizou o presidente da CNS, Tércio Kasten pela oportuna escolha do tema do Fórum, e destacou os resultados que podem ser obtidos através do associativismo. O evento contou com o apoio também da Federação Brasileira de Hospitais, Associação Nacional dos Hospitais Privados, Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitalar, Hospitais e Entidades Filantrópicas.