WASHINGTON, 24 de setembro de 2013 /PRNewswire/ -- Em um país onde as violações dos direitos humanos são generalizadas, o plano para as doações de órgãos voluntárias é vago e falta transparência. A China anunciou a sua intenção de "eliminar progressivamente" ("phasing out") a colheita de órgãos de prisioneiros executados até 2015 e lançou o Sistema de Resposta de Transplante de Órgãos da China (COTRS), um sistema de alocação informatizado de órgãos.
Infelizmente, o COTRS carece de transparência. Os processos de correspondência e informações sobre o doador não são informações públicas e não estão à disposição de terceiros. O prazo anunciado para a "eliminação progressiva" da colheita de órgãos de prisioneiros executados é vago. As autoridades chinesas falam de 2015, mas também admitem que a prática pode continuar indefinidamente. Algumas autoridades chinesas só falam sobre acabar com a "dependência" de órgãos de prisioneiros, mas permanecem inespecíficas quanto à data da cessação completa.
Em 2007, a Associação Médica Chinesa prometeu à Associação Médica Mundial acabar com a colheita de órgãos de prisioneiros executados. Agora, seis anos depois, a promessa continua por se cumprir e até mudou de curso, já que a China refere-se apenas à "eliminação progressiva" e não à cessação da prática.
A comunidade internacional considera antiética a colheita de órgãos de prisioneiros. É inaceitável apenas gradualmente "eliminar progressivamente" este crime contra a humanidade. O sistema informatizado de alocação de órgãos introduzido é insuficiente, uma vez que não garante que os órgãos inseridos no sistema informatizado sejam eticamente adquiridos. Para se resolver a colheita forçada de órgãos de prisioneiros na China não há a necessidade de um sistema informatizado de alocação de órgãos. Em vez disso, o que é necessário é uma cessação imediata da presente prática antiética e a introdução de um sistema que forneça documentação rastreável das aquisições subsequentes de órgãos.
Além de presos condenados à morte, os prisioneiros políticos, principalmente os praticantes da Falun Gong, estão sujeitos à colheita de órgãos forçado. Sem admitir publicamente o uso de prisioneiros políticos como fonte de órgãos, não há garantia de que este caminho da aquisição de órgãos irá acabar. O sistema informatizado de alocação de órgãos pode ser utilizado como um mecanismo para a "lavagem de órgãos", misturando os órgãos colhidos ilegalmente com órgãos doados voluntariamente. A admiração prematura do sistema informatizado de alocação de órgãos perigosamente enganoso traz à mente as impressões perturbadoramente favoráveis ??à Cruz Vermelha Internacional após as visitas de 1944 a Theresienstadt e Auschwitz.
Em 2006, o jornal China Daily noticiou que o número de transplantes na China era de cerca de 20 mil, com 90 por cento dos órgãos provenientes de prisioneiros executados. A pressão e atenção da comunidade internacional nos últimos anos têm contribuído para a evolução recente e isso indica que a comunidade internacional deve continuar com os esforços para pedir o fim do abuso da colheita de órgãos. A Médicos Contra a Colheita Forçada de Órgãos afirma que exigir o fim imediato da matança por órgãos é a única resposta correta para se evitar a continuação em segredo da colheita forçada de órgãos. Do ponto de vista do agressor a prática atual de "eliminação progressiva" pode ser a escolha preferida, no entanto, do ponto de vista da vítima é grotesca e horrível em cada dia de sua existência.
Contato:Dr. Damon Noto, porta-voz da DAFOHTel.: +1-917-861-7133E-mail: Damon.Noto@dafoh.org
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FONTE Doctors Against Forced Organ Harvesting (DAFOH)
FONTE Doctors Against Forced Organ Harvesting (DAFOH)