Releases 03/10/2016 - 16:10

Não sou especialista, sou pai - Por João Kepler


São Paulo--(DINO - 03 out, 2016) - Especialistas em educação no Brasil e no mundo se posicionam contra ou a favor da importância da educação primária recebida ainda nas creches e escolas, muitos ainda discordam sobre o conceito de formação de família e de como as crianças precisam ser ensinadas. Meu objetivo aqui não é entrar em nenhuma polêmica e, muito menos, me posicionar a favor ou contra os métodos que as pessoas acreditam ser os melhores e mais eficazes. Quero mostrar apenas o porquê eu e minha esposa optamos por repassar aos nossos filhos um estilo de vida que, embora ainda não seja entendido por todos em sua totalidade, está cada dia mais presente e vivo em nossa sociedade.

Acredito que, em breve, a própria formação escolar tradicional passará por profundas transformações estruturais para atender às novas demandas e necessidades das crianças, que já estão buscando informações e formação complementar à grade curricular tradicional. Tudo que diz respeito à formação dos meus filhos me interessa, por isso, sempre busquei me atualizar para dar embasamento às minhas decisões e, independentemente de concordar ou não com a metodologia de ensino tradicional, acredito que seja função dos pais estimular a busca pelo conhecimento complementar, além da sala de aula.

É bem provável que você já tenha lido ou ouvido alguém, na própria escola do seu filho, dizer que determinado aluno não aprende porque vem de um lar emocionalmente desestruturado. Os educadores que compreendem essa realidade melhoram o relacionamento da escola com os responsáveis, são capazes de fazer os estudantes se sentirem acolhidos e ainda aprendem a identificar os verdadeiros problemas que os afetam. É necessário saber o que angustia de fato a criança. E isso só ocorre se for estabelecido um diálogo honesto e livre de preconceito entre os envolvidos na educação dela. Particularmente, acredito muito no poder do diálogo sincero e honesto com as crianças, por isso, cabe a nós estarmos atentos e dispostos a compreender e nos adequar a elas da melhor forma possível.

E, infelizmente, não precisa ser nenhum especialista para saber que o cenário do ensino médio no Brasil é triste. Os resultados nas avaliações nacionais e internacionais são fracos, os índices de reprovação e evasão são altos, há queda no número de matrículas e faltam professores qualificados. A discussão, portanto, precisa se centrar no currículo, em aprendizagens que garantam ao cidadão, ao sair da escola, o preparo para continuar os estudos e evoluir como pessoa e profissionalmente. Assim, ele estaria apto para desenvolver habilidades que qualquer tipo de trabalho demanda na escrita, na fala, na construção do raciocínio lógico e no domínio de uma língua estrangeira.
O fato é: os pais precisam estar atentos às transformações que não param de acontecer na educação. Como esse livro é direcionado para ajudar a tornar os filhos empreendedores, eu sugiro que os pais orientem seus filhos no sentido de buscar novos caminhos e possibilidades, além dos tradicionais.

Adotei na minha casa a política do estimulo à curiosidade, da criatividade e da experimentação. Acredito que quando as crianças desenvolvem a segurança de confiar em seus pais para compartilhar suas dúvidas, erros e aflições, a relação pai e filho se fortalece e ultrapassa os portões de casa, como tem que ser. Quando existem barreiras nas primeiras experiências na rua, a tendência é que os filhos escondam o que fizeram e, mais tarde quando estiverem mais velhos, a situação provavelmente só irá piorar.

Pais não estudam para ser pais, mas nós somos guiados e movidos pelo amor incondicional que desenvolvemos pelos nossos. Entre erros e acertos, o grande desafio dessa jornada é buscar e encontrar os melhores caminhos, sempre juntos.

Website: http://joaokepler.com.br/