Releases 18/11/2013 - 12:56

O crescente mercado de lubrificantes do Brasil impulsionado pela significativa demanda automobi


A venda de veículos leves no Brasil cresceu mais que o dobro desde o ano 2000, elevando o Brasil à posição de sexto maior consumidor mundial de produtos lubrificantes

HOUSTON--(BUSINESS WIRE)--18 de Novembro de 2013--Uma economia cada vez mais acelerada dobrou a frota de carros de passeio no Brasil, chegando a 30 milhões de veículos desde 2000, e igualmente resultou num aumento significativo da demanda por lubrificantes no país. Estas tendências combinaram-se para elevar o Brasil ao sexto maior mercado mundial de lubrificantes, atrás da China, dos Estados Unidos, da Índia, do Japão e da Rússia, mas à frente da Alemanha, de acordo com um relatório do IHS (NYSE: IHS) fonte líder de informações e ideias.

De 2004 a 2012 o consumo brasileiro de lubrificantes finais cresceu 33%, chegando a 1.23 milhões de toneladas métricas (MMT) de produtos em 2012, de acordo com o novo relatório de pesquisa de mercado especial do IHS Química. O mercado mundial total de lubrificantes foi de aproximadamente 39 MMT em 2012.

O Relatório Especial IHS Química: Estudo de Mercado, Lubrificantes no Brasil fornece uma análise detalhada do mercado de lubrificantes brasileiros, incluindo oferta e procura, fornecedores e produtores, bem como visões referentes à regulamentação e avaliações de mercado da reciclagem e do rerrefino de óleos usados, e a necessidade de modernização tecnológica da indústria no país para que possa ir de encontro às exigências da crescente regulamentação que inclui metas mais elevadas de reciclagem. O crescimento potencial do mercado é analisado em diferentes cenários que dão uma ideia sobre o tamanho do mercado em 2020.

De acordo com o IHS, aproximadamente 70% de todos os lubrificantes utilizados no Brasil destinam-se a aplicações automotivas como óleo para motores, diesel, gasolina e combustíveis flex, graxas, fluidos de grupos propulsores para transmissões e eixos e fluidos para motocicletas. Outros usos incluem lubrificantes industriais para processos, aplicações marítimas e aplicações especializadas (aeroespacial, eletrônica, mecânica de precisão, tecnologias a vácuo e altas temperaturas). A nível mundial, as aplicações automobilísticas são responsáveis por 56% dos lubrificantes utilizados.

O aumento da demanda por lubrificantes no Brasil é um reflexo direto de seu crescimento econômico, diz Stefan Mueller, Ph.D., autor do estudo e especialista em análises químicas do IHS. O PIB do país triplicou entre 2004 e 2011 e, com este crescimento expressivo, a renda disponível da população cresceu rapidamente permitindo a muitas famílias a compra de seu primeiro carro. Este aumento da atividade econômica alçou o mercado de lubrificantes a novas alturas no Brasil, uma vez que as aplicações automobilísticas representam a maioria dos usos de lubrificantes no país.

De acordo com o relatório do IHS, que inclui percepções do IHS Automobilístico, existe um amplo espaço para crescimento na demanda automobilística no Brasil que continuará a expandir a necessidade de lubrificantes. O mercado automobilístico brasileiro continua a ser impulsionado pela criação formal de empregos, pelas melhores taxas de financiamento que estão em níveis historicamente baixos e pela baixa taxa de desemprego, diz Guido Vildozo, analista da indústria automobilística Brasileira para o IHS Automobilístico. Esta combinação poderosa, que permite acesso ao crédito por parte dos consumidores, continuará a impulsionar a demanda automobilística no Brasil por muitos anos.

Vildozo diz que o Brasil também tem uma baixa taxa de motorização de pouco mais de de cinco pessoas por carro, que permite um amplo crescimento do mercado. Mais marcas de automóveis também estão disponíveis, o que igualmente resulta em preços mais baixos. São condições certas para que mais brasileiros tornem-se novos compradores de carros. O IHS espera que o mercado automobilístico brasileiro chegue a 5 milhões de unidades até o final desta década. Nosso panorama coloca as taxas de motorização brasileiras próximas de 4,0 pessoas por carro num período de cinco anos e de 3,3 a 3,5 pessoas por carro nos próximos 10 anos. Isto explica por que o Brasil tornou-se um pilar crítico de crescimento para os fabricantes de equipamentos originais (OEMs) a nível mundial e o mesmo pode ser dito em relação aos produtores de lubrificantes que fornecem o setor automobilístico.

Enquanto a indústria brasileira de lubrificantes mudou significativamente para melhor em termos de qualidade e quantidade de seus produtos, Mueller diz que a indústria enfrenta alguns significativos desafios tecnológicos e regulatórios dos quais deve tratar em um curto período de tempo ou o crescimento pode ser dificultado. Do ponto de vista da qualidade, o mercado dos lubrificantes mudará muito até 2020. Novas regulamentações estão surgindo que exigem menos poluição do ar, bem como uma diminuição no consumo de combustível dos veículos motorizados. Estes objetivos podem ser atingidos somente com a introdução de produtos baseados em óleos de base de maior qualidade e novas químicas aditivas que já foram desenvolvidas na América do Norte e na Europa.

O desafio, acrescenta Mueller, será para que os participantes do mercado brasileiro decidam se vão renovar a tecnologia e investir em fábricas de produção necessárias ou se irão importar estes produtos ao longo do tempo. Com a balança comercial de produtos químicos em crescente déficit, ele espera que o governo provavelmente ofereça incentivos para instalar as fábricas necessárias e estimule as refinarias a aumentar a coleta e o rerrefino de óleos usados para ajudar a diminuir a necessidade de importações de óleos de base.

Aproximadamente 4.000 produtos lubrificantes registrados são oferecidos por mais de 300 produtores/distribuidores no Brasil. Os nove maiores produtores são a Petrobrás, Ipiranga, Cosan, Chevron, Shell, Petronas, BP, Castrol, Total e YPF que em conjunto produzem 80% do mercado de lubrificantes por volume.

Para maiores informações sobre o Relatório Especial IHS Química: Estudo de Mercado, Lubrificantes no Brasil, favor entrar em contato com susan.wright@ihs.com. Para falar com Stefan Mueller ou Guido Vildozo, favor entrar em contato com melissa.manning@ihs.com ou press@ihs.com.

Sobre o IHS (www.ihs.com)

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