São Paulo, SP--(
DINO - 14 jul, 2017) - Fundada em março de 2012, a Organização Não Governamental (ONG) Rosa Mulher conta com uma nova sede. O espaço tem como principal atendimento a doação de próteses externas, empréstimos de perucas e a venda de sutiã adaptado para uso da prótese. Desde a sua fundação, a associação sempre se preocupou com o fato de a mulher que passa pelo tratamento contra o câncer já ter a medicação, o ato cirúrgico, o atendimento médico, mas não ter um espaço dedicado à motivação e autoestima. A nova sede, localizada à Rua Dr. José Cioff, 494, no bairro de São Mateus, São Paulo ? SP, inaugurada em julho de 2017, vem para suprir essa lacuna.
Batizado de Kit Mimo, o kit pós-cirúrgico é entregue para a saída da mulher no hospital. Além de despertar a autoestima das pacientes, o kit visa lembrar as participantes de que existe vida após o câncer, que a doença, por mais dolorosa que seja, representa apenas um momento da vida destas mulheres e não o fim da vida. A ideia é passar uma compreensão de que há continuidade após o câncer.
O investimento em uma estrutura maior se dá pela experiência da própria fundadora da ONG, Beatriz Helena Dobke Sakano, que superou o câncer e fundou a associação. Beatriz percebeu que muitas mulheres tentam se manter fortes em relação aos filhos para não os fragilizar e também para não perder o marido. Algumas, inclusive, optam pelo não tratamento para não perder o cônjuge devido à queda do cabelo e extração da mama. A fundadora acredita que a negação dos sentimentos aumenta a dor e, por consequência, a doença. O ambiente hospitalar também não contribui do ponto de vista psicológico porque a maioria dos exemplos são negativos, o contato com mortes se estende pelo período de seis a oito meses, tempo aproximado de duração do tratamento.
Na casa a mulher poderá trocar experiências, desabafar e se permitir ter um momento de fraqueza, ao mesmo tempo que não se sentirá sozinha. A Rosa Mulher ampara a mulher e seus familiares que muitas vezes se percebem sem condições de lidar com a situação, a nova sede visa assistir a mulher e seus familiares.
Atualmente a ONG tem apenas um sócio apoiador mensal que prefere não divulgar o nome. Outros mantenedores são os bazares e o brechó promovidos por voluntários responsáveis, inclusive pelas contas de consumo.
Outras doações também possibilitaram a conquista do novo espaço da Rosa Mulher, iniciativas semelhantes à da sócia-fundadora, da De Marie Semijoias, Maria Aparecida Freitas, que conheceu o trabalho por meio de um evento focado no Outubro Rosa. A marca de acessórios arrecadou fundos que foram destinados para aquisição da casa. Os membros do Outubro Rosa promovido pela De Marie participaram de sorteios, fizeram doações e adquiram ingressos que reforçaram a arrecadação. "Este tipo de ação nos leva à reflexão de quanto e como podemos superar a nós mesmos todos dias", declara a empresária Maria Aparecida Freitas.
A expectativa é que o Outubro Rosa da De Marie Semijoias 2017 supere a edição anterior atraindo mais público e arrecadação para que mais mulheres sejam contempladas e vivam da forma menos traumática possível o processo de recuperação do câncer.
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