Releases 06/10/2016 - 18:19

CEO da Mullen Lowe Brasil comenta as armadilhas do marketing de conteúdo e do inbound marketing


São Paulo--(DINO - 06 out, 2016) - A velha máxima "a propaganda é a alma do negócio" parece estar ganhando uma companheira: "o conteúdo é a alma do negócio". A cada dia que passa, mais e mais empresas tornam-se adeptas do marketing de conteúdo, acompanhada de seu parceiro, o inbound marketing. Indo com sede ao pote, os empresários esperam obter resultados rapidamente, como se a estratégia, por si só, fosse a solução para os seus problemas. Mas vamos com calma. Primeiro, o que é marketing de conteúdo e inbound marketing?

Segundo José Borghi, CEO da Mullen Lowe Brasil, antiga Borghi Lowe, inbound marketing é uma estratégia que visa atrair o público entregando um material que o ajude a solucionar seus problemas, ou seja, entregando um conteúdo relevante. É por meio dessa entrega que a marca ganha autoridade no mercado e a confiança do cliente. Por sua vez, o marketing de conteúdo entra nesse processo com a construção desse material relevante.

Se tudo der certo, o cliente faz a compra, ou contrato serviço, diz José Borghi. O X da questão aqui, é o desenrolar da estratégia. Empolgadas com a novidade e a possibilidade de conseguir mais clientes, muitas empresas acabam realizando uma estratégia que é mal planejada e feita com pressa.

Conceitos mal interpretados

Alguns conceitos de marketing de conteúdo se difundiram de forma equivocada, levando a uma pretensa solução instantânea, ressalta o publicitário da Mullen Lowe Brasil, antiga Borghi Lowe. Alguns deles são:


Look smart. É claro que a empresa publicar em seu site ou blog textos inteligentes, com conteúdos originais e que todos compartilhem nas redes sociais, a marca vai ganhar pontos, comenta José Borghi. Mas na estratégia de marketing de conteúdo, isso não é o suficiente. É preciso haver um planejamento que vá muito além de um conteúdo interessante. É preciso otimização de SEO, estudo da buyer persona, da jornada de compra, etc. Achar que apenas um texto publicado será a salvação da pátria, pode acabar sendo decepcionante, reforça o presidente da Mullen Lowe Brasil.

Seja útil. De fato, esse é um dos principais pilares do marketing de conteúdo e da publicidade. Mas não basta oferecer conteúdos considerados úteis sem saber quem é o leitor e o que é realmente útil para ele. O que é preciso se perguntar é: para quem você está escrevendo? Em que momento da jornada de compra o consumidor se encontra? De nada adianta apresentar o testemunho de um cliente satisfeito, por exemplo, falando sobre os benefícios de ter adquirido o um produto, se o consumidor ainda está começando a pesquisar sobre o que existe no mercado.

O consumidor atual se informa muito bem antes de realizar uma compra. Nesse caso, o que a empresa precisa oferecer é informação, não depoimento ? enfatiza o CEO da Mullen Lowe Brasil.

Esteja presente. No auge das redes sociais, é claro que a empresa e seu conteúdo não podem ficar de fora. Divulgar o material em diferentes espaços é fundamental. Mas se as redes sociais não forem selecionadas e estudadas, o material divulgado cairá no turbilhão de conteúdo que as pessoas recebem diariamente e pelos quais não se interessam. Além disso, o publicitário da Mullen Lowe Brasil lembra que estar presente não é apenas postar o material e ir embora. É preciso participar. Se os leitores estão comentando, é preciso responder aos comentários, estar realmente presente.

Se as estratégias de marketing de conteúdo e inbound marketing forem seguida de uma forma rasa, é bem possível que o empresário não veja os resultados esperados. Se essa estratégia em algum momento deu a impressão de ser uma solução fácil, é preciso repensar. Ela exige preparação. E também paciência.