Releases 23/06/2026 - 15:28

Programa do governo de São Paulo abre as portas da casa própria


Casa Paulista já ajudou milhares de famílias a adquirir um imóvel ou melhorar as condições de suas moradias

Milhares de famílias tiveram a vida transformada pelo Casa Paulista, o maior programa habitacional da história do estado de São Paulo. São 87 mil moradias já entregues e outras 116 mil em obras, além de mais de 150 mil imóveis regularizados, totalizando mais de 350 mil famílias atendidas. O investimento do governo de São Paulo no programa passa de R$ 9 bilhões.

O programa é estruturado em quatro frentes de atuação: a concessão de crédito imobiliário para famílias que desejam adquirir um imóvel diretamente com as construtoras ou incorporadoras; a construção de casas populares pelo governo paulista; a regularização fundiária de imóveis; e a execução de obras de urbanização e de melhorias habitacionais e urbanas.

Obstáculo superado

Modalidade responsável pelo maior número de unidades viabilizadas pelo Casa Paulista, a Carta de Crédito Imobiliário (CCI) ajuda famílias de baixa renda a obter o valor suficiente para a entrada de um financiamento, normalmente correspondente a 20% do preço do imóvel.

Concedido a fundo perdido - ou seja, o valor não precisa ser restituído -, a CCI foi responsável por 58% das novas moradias já entregues ou em construção pelo Casa Paulista desde o início de 2023. Está disponível para famílias com renda mensal entre um e três salários mínimos, cujos membros não possuam imóveis ou financiamento imobiliário ativo em seus nomes.

Esse subsídio só pode ser usado em unidades que façam parte de empreendimentos aprovados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH), após inscrição pelas construtoras. Enquadram-se nessa modalidade os imóveis da categoria Habitação de Interesse Social (HIS), tipo 1, com pelo menos dois quartos e área mínima de 39 m².

A renda média mensal das famílias beneficiadas em 2025 pela CCI foi de R$ 2,8 mil, enquanto a renda média dos demais compradores de imóveis nos mesmos empreendimentos foi quase o dobro, R$ 5,2 mil. Essa comparação evidencia o alcance do programa ao proporcionar que famílias de baixa renda superem a etapa mais difícil do sonho da casa própria: obter o valor suficiente para a entrada - já que, a partir daí, a parcela mensal do financiamento costuma ser menor do que o valor do aluguel já pago pela família.

Apoio em várias frentes

Além do fomento à iniciativa privada - que, por meio da CCI, passa a ter acesso a famílias de baixa renda que estavam fora do mercado imobiliário formal -, outra estratégia de enfrentamento do déficit habitacional paulista é a produção direta de unidades pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).

Nesse caso, o financiamento dos imóveis segue as diretrizes da nova Política Habitacional do Estado de São Paulo: juro zero para famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos. As prestações são calculadas conforme a renda familiar, podendo comprometer 20% dos rendimentos (com parcelas corrigidas pela inflação) ou 30% (com parcelas fixas, sem qualquer tipo de reajuste durante todo o prazo do financiamento).

Há outras modalidades direcionadas a públicos específicos, como o Vida Digna (que substitui moradias precárias, a exemplo de palafitas e barracos de madeira em áreas de risco de inundação, por unidades habitacionais adequadas) e o Vida Longa (voltado a idosos em situação de vulnerabilidade social).

O Casa Paulista também atua fortemente na regularização fundiária de imóveis em áreas urbanas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica aos cidadãos e aos municípios, por meio da posse legal e da garantia de direitos sobre a propriedade. Uma das iniciativas nessa linha é o Cidade Legal, que acelera e desburocratiza o processo, com apoio técnico às prefeituras e sem custos para o cidadão.

Todas essas estratégias são complementadas por melhorias habitacionais e urbanas realizadas pelo governo do Estado em diversos municípios - desde obras de maior porte (drenagem, contenção de encostas, sistemas de saneamento etc) até iniciativas como o programa Viver Melhor, destinado à reforma de moradias precárias já construídas.