Fundo Safra Inteligência Artificial aloca investimentos entre empresas de semicondutores, software, infraestrutura, dados e cibersegurança
As ferramentas baseadas em inteligência artificial integram a rotina de empresas e consumidores, impulsionando investimentos bilionários em infraestrutura, software e processamento de dados. Para investidores, no entanto, o avanço acelerado dessa tecnologia trouxe uma questão importante: como participar desse movimento sem depender do desempenho de uma única empresa ou de uma única aposta tecnológica?
Foi para responder a essa pergunta que o Banco Safra lançou, em março de 2024, o Fundo Safra Inteligência Artificial. O produto foi criado para oferecer uma exposição ampla ao crescimento do setor, investindo em diferentes empresas e segmentos que compõem o ecossistema global da tecnologia. Desde o início da operação, o fundo já acumula a rentabilidade nominal de 143,86% - o equivalente a 449,41% do CDI no mesmo período. Em 2026, a rentabilidade nominal ficou em 48,15% - equivalente a 703,30% do CDI.
O fundo foi estruturado com base na compreensão de que o avanço da IA vai muito além das plataformas que se tornaram populares entre os usuários. A expansão dessa tecnologia depende de uma infraestrutura robusta, formada por empresas que desenvolvem semicondutores, produzem hardware, operam data centers, oferecem serviços de computação em nuvem, armazenam grandes volumes de dados e garantem a segurança dos ambientes digitais. Ao direcionar investimentos para diferentes elos desse ecossistema, o fundo procura acompanhar a evolução de um mercado em rápida expansão e capturar oportunidades geradas pela crescente incorporação da inteligência artificial em diversos segmentos da economia.
Os números do ecossistema da IA
Os resultados do segundo trimestre de 2026 divulgados recentemente pela Google ilustram a velocidade dessa expansão. Segundo a empresa, seus modelos de inteligência artificial, como o Gemini, passaram a processar 22 bilhões de tokens por minuto por meio do uso direto de APIs pelos clientes. No primeiro trimestre de 2026, esse volume era de 16 bilhões de tokens por minuto; no quarto trimestre de 2025, de 10 bilhões; e, no terceiro trimestre de 2025, de 7 bilhões. Em apenas nove meses, a capacidade de processamento triplicou.
O aumento da demanda por processamento ajuda a explicar por que os efeitos da inteligência artificial se espalham por diferentes setores da economia.
Carteira diversificada
Para investidores, isso significa que a inteligência artificial é um ecossistema amplo, composto por diferentes elos que podem se beneficiar do crescimento e da adoção da tecnologia. Essa lógica orienta a estratégia do Fundo Safra Inteligência Artificial, que busca diversificar a exposição ao longo de toda a cadeia de valor da IA, em vez de concentrar investimentos em um único segmento.
Hoje, o portfólio reúne empresas de diferentes frentes, incluindo fabricantes de semi-condutores, como Nvidia, AMD e TSMC; companhias especializadas em memória, como Micron; e empresas de software, monitoramento de sistemas e gestão de dados, como Datadog e Snowflake.
Cibersegurança
A cibersegurança é outro segmento que ganha relevância com o avanço da inteligência artificial já que, ao mesmo tempo em que impulsiona inovação, a IA transforma o perfil das ameaças digitais. Assim, o setor reúne características atrativas para investidores de longo prazo por combinar crescimento estrutural da demanda, receita recorrente, elevado grau de necessidade operacional e barreiras tecnológicas relevantes.
Além da diversificação que permite que o investidor tenha acesso a uma tendência global por meio de uma única solução estruturada, através de análise de investimentos e um time de profissionais com track record cobrindo empresas americanas, outro diferencial é a proteção cambial adotada pelo fundo. Como boa parte das empresas que lideram o desenvolvimento da inteligência artificial está sediada fora do Brasil, a estratégia busca reduzir os efeitos da volatilidade cambial sobre o investimento.