Releases 20/03/2026 - 12:20

Ajinomoto do Brasil usa a ciência para aproximar sustentabilidade alimentar do cotidiano


Especialistas da empresa defendem que inovação, objetivos mensuráveis e comunicação clara são decisivos para tornar os sistemas alimentares sustentáveis parte da rotina do consumidor.

A agenda climática ganhou tração no debate público nos últimos anos, mas o conceito de sistemas alimentares sustentáveis ainda não se impôs como ideia clara para a maioria da população. Uma pesquisa da Ajinomoto do Brasil com a Nexus mostra que 50% dos brasileiros nunca ouviram falar sobre o tema. Ao mesmo tempo, 60% passam a reconhecer sua importância quando o conceito é explicado. Esse descompasso, mais ligado à falta de clareza do que à resistência, pautou o videocast sobre sistemas alimentares sustentáveis e o papel da Ajinomoto do Brasil, mediado pela jornalista Camila Silveira, com a participação de Janaína Padoveze, gerente de Sustentabilidade, e Adriana Moucherek, diretora de Comunicação, Marketing e Inovação da companhia.

Falta de conexão

Para Janaína, os dados apontam um gargalo educacional. “Precisamos melhorar a questão da conscientização em relação à sustentabilidade”, afirmou. Segundo a executiva, o desafio não está na ausência de engajamento, já que, quando as pessoas compreendem o conceito, reconhecem sua relevância. “Como é que vamos ter um engajamento se a pessoa não sabe o que é?”, questionou. Em sua avaliação, a COP30 contribuiu para ampliar a circulação do tema e elevou a cobrança sobre o setor privado ao trazer mais visibilidade à pauta ambiental no País.

De acordo com Adriana, comunicar sustentabilidade exige partir do impacto direto, e não do jargão. Ao tratar da AminoScience, a ciência dos aminoácidos utilizada pela empresa, ela defendeu que a explicação precisa focar os efeitos práticos. “Não estamos falando de molécula, de laboratório. Isso é o que está por trás”, afirmou. “Na vida das pessoas, como é que isso impacta?” Para a executiva, quando a mensagem se conecta ao cotidiano o interesse tende a aumentar.

Economia cotidiana

A pesquisa também mostra que 83% dos brasileiros dizem querer produtos mais sustentáveis e econômicos nas prateleiras. Para Adriana, a resposta passa por soluções que reduzam desperdício e façam sentido dentro de casa. “Quando o consumidor percebe o benefício direto, até inclusive no bolso, as pessoas começam a se engajar mais”, afirmou.

No campo, iniciativas voltadas ao melhor aproveitamento de recursos também ganham espaço. De acordo com Janaína, o AjiPro™-L, solução baseada em lisina encapsulada da Ajinomoto do Brasil, melhora a absorção de nutrientes pelo gado e contribui para reduzir emissões de gases de efeito estufa. Para a executiva, a lógica é produzir mais com menor impacto ambiental. “Por meio da inovação, podemos promover um melhor rendimento e, portanto, poluir menos”, disse.

Segundo a gerente de Sustentabilidade, estratégias como o Biociclo, modelo de produção circular adotado pela companhia, reforçam essa abordagem ao reaproveitar coprodutos da fabricação de aminoácidos como fertilizantes. “As sobras do processo produtivo não são um rejeito, mas um coproduto que se transforma em fertilizante”, afirmou, ao relacionar o modelo à redução de descartes e ao uso mais eficiente de insumos.

Metas arrojadas e transparentes

A companhia também possui a meta de tornar 100% das embalagens recicláveis até 2030 e, entre 2022 e 2024, evitou 800 toneladas de plástico no meio ambiente. Para Adriana, no entanto, esse avanço depende de cooperação de toda a cadeia e de educação para o descarte correto. “Temos uma meta desafiadora, mas também temos uma estratégia importante que inclui a educação. Não é apenas colocar o selo na embalagem, mas explicar para as pessoas como descartar, como aproveitar melhor. Às vezes, fazemos mudanças nas embalagens, como por exemplo a redução de tamanho, por conseguirmos uma tecnologia melhor, e isso tem um ganho ambiental importante”, disse.

Segundo as especialistas, não há uma única prioridade para avançar na pauta. Para Janaína, inovação precisa vir acompanhada de escala e indicadores. Adriana acrescenta que a inovação só cumpre o papel quando chega de forma acessível. “Inovação é eficiente principalmente quando está democratizada”, afirmou, ao citar a presença da empresa em mais de 80% das casas dos brasileiros. Na avaliação das executivas, metas e ciência só ganham valor quando se traduzem em práticas compreensíveis e mensuráveis no dia a dia.