Com o avanço do número de médicos e o volume crescente de informações científicas e de saúde, a educação médica continuada se torna imprescindível para a qualidade do cuidado. Nesse contexto, o Aché promove o maior evento já realizado pelo laboratório para a classe médica, com foco na atualização científica e no paciente.
O Brasil registra um avanço acelerado no número de médicos. Hoje, o País reúne cerca de 635 mil profissionais e deve ultrapassar 1 milhão na próxima década, segundo o estudo Demografia Médica no Brasil 2025, da Faculdade de Medicina da USP em parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Ministério da Saúde. O crescimento amplia a oferta de assistência e reforça a necessidade de atualização contínua na prática clínica e no rigor técnico-científico das informações. O aumento do número de médicos amplia o alcance do cuidado, mas também eleva o nível de responsabilidade técnica e científica de toda a cadeia da saúde.
A maior circulação de conteúdos sobre saúde também transforma a relação entre médicos e pacientes. “O principal desafio hoje é lidar com o volume de informação disponível e exercer um papel de curadoria. O paciente está mais preparado, mas busca no médico uma referência confiável para orientar suas decisões. O médico segue sendo a principal referência técnica, científica e ética para o paciente”, diz Wilson Jr., diretor executivo de Prescrição e Cuidados Especiais do Aché. Em um ambiente de excesso de informação, qualidade e confiabilidade se tornam ativos estratégicos da prática médica.
Esse cenário confere peso ao Aché Summit 2026, que acontece nos dias 22 e 23 de maio. Em sua terceira edição, reunirá 138 palestrantes, mais de mil médicos presencialmente e alcançará mais de três mil por meio da plataforma digital Cuidados Pela Vida (CPV).
O evento, que é exclusivo para médicos, amplia a circulação de conhecimento e estimula a troca entre especialistas, com uma abordagem centrada no paciente e na integração entre áreas da assistência.
A proposta responde a um desafio ainda presente no Brasil, especialmente fora dos grandes centros. “Muitos médicos, sobretudo fora dos grandes centros, ainda enfrentam barreiras concretas de acesso à educação médica continuada, seja pela distância geográfica, seja pelas limitações de tempo e custo associadas aos principais congressos científicos. Em um cenário de rápida evolução do conhecimento científico, a atualização constante é essencial para a qualidade do cuidado. No Aché entendemos essa realidade como uma grande responsabilidade ética e científica”, afirma Stevin Zung, médico psiquiatra e diretor médico-científico do Aché.
Medicina em transformação
A programação do evento acompanha a evolução da prática médica, da informação mais restrita a um modelo centrado em acolhimento, confiança e integração do cuidado. A atenção ao paciente deixa de ser apenas técnica e passa a considerar contexto, escuta e continuidade. Em um ambiente de maior longevidade, avanço das doenças crônicas e crescimento das questões de saúde mental, o atendimento exige uma visão mais ampla do paciente. O indivíduo não é mais apenas tratado - ele é acolhido, orientado e envolvido nas decisões.
Entre os destaques, está a palestra “A medicina exponencial: como a tecnologia vai reinventar o cuidado com o paciente”, com o canadense Salim Ismail, fundador da Singularity University, que aborda o impacto de tecnologia, dados e pensamento exponencial nos sistemas de saúde.
O uso intensivo de informação e o desenvolvimento de terapias de alta precisão ampliam as possibilidades de personalização, ao mesmo tempo que elevam as exigências do exercício médico. O avanço tecnológico amplia possibilidades, mas também exige ainda mais critério, ética e preparo do profissional médico. O evento projeta o longo prazo, com discussões sobre o “paciente do futuro”, considerando avanços em genética, inteligência artificial e mudanças no estilo de vida, sem perder de vista princípios como ética e humanização.
Inovação além do produto
O cuidado em saúde mais exigente reforça o papel do Aché na disseminação de conhecimento e no apoio à formação médica. Inovar em saúde é garantir que conhecimento, tecnologia e escala cheguem à prática clínica.
“A educação continuada precisa ocupar um espaço central. Sem acesso contínuo a informação de qualidade, torna-se mais difícil acompanhar a velocidade das transformações da medicina”, diz Wilson Jr.
A inovação vai além da pesquisa e do desenvolvimento de medicamentos. “Ela não se limita ao produto. Envolve excelência operacional e capacidade produtiva para transformar essas soluções em algo acessível e em larga escala”, afirma Zung. A inovação que realmente transforma é aquela que consegue sair do laboratório e impactar a vida do paciente.
Um exemplo dessa abordagem é a unidade industrial do Aché em Cabo de Santo Agostinho (PE), que opera sob o conceito de indústria 4.0, com uso de tecnologia e inteligência artificial para eficiência e controle de qualidade, que está alinhada a padrões regulatórios internacionais como FDA e EMA e com foco também em exportação.
Reputação no setor
O Aché Summit integra uma estratégia mais ampla da companhia, que inclui eventos, plataformas digitais e iniciativas multicanais voltadas à educação médica e à atualização científica.
Essa atuação se reflete na percepção do mercado. O Aché liderou, pelo terceiro ano consecutivo, a Pesquisa Performance Farmacêutica Ipsos/Sindusfarma, levantamento que avalia a percepção de médicos sobre a atuação da indústria farmacêutica no País.
O paciente no centro
As transformações em curso têm um ponto em comum: o protagonismo do paciente. Mais preparado e participativo, ele passa a dividir decisões e exige uma prática médica mais integrada. No fim do processo, todo avanço científico só faz sentido se resultar em mais qualidade de vida para o paciente. O indivíduo está no centro de tudo que fazemos. A inovação só é relevante de fato quando materializa o próximo passo na jornada de cada paciente.
“O foco precisa estar no indivíduo. Quando esse princípio orienta as decisões, a relação entre médicos, indústria farmacêutica e sistema de saúde tende a se fortalecer”, diz Zung.
Ao reunir especialistas e ampliar o acesso a conteúdo científico e reflexões da prática clínica, o Aché Summit se insere nesse processo de transformação do cuidado, no qual conhecimento, tecnologia e humanização avançam de forma articulada. Conhecimento, tecnologia e humanização não competem - evoluem juntos.