Releases 08/04/2026 - 07:23

Como as novas tecnologias estão transformando a saúde ocular e a qualidade de vida


Na cirurgia de catarata, soluções inovadoras ampliam a nitidez e a autonomia no dia a dia.

Em um mundo mediado por telas, imagens e estímulos visuais constantes, enxergar bem é determinante para autonomia, segurança e qualidade de vida. A visão é responsável por 85% das informações processadas pelo cérebro¹, orientando escolhas, relações e muito do nosso dia a dia. Por isso, cuidar dela é fundamental.

Com o avanço da idade, doenças da retina, glaucoma, degeneração macular e catarata podem causar grande impacto e estão entre as principais causas de baixa visão relacionadas ao envelhecimento².

“Entre todas essas doenças, a catarata é como ruga e cabelo branco: quem viveu o suficiente vai ter”, afirma o oftalmologista Bruno Fontes, professor-adjunto da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e ex-presidente da Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa.

A catarata é a opacificação do cristalino - estrutura do olho que funciona como uma lente e permite a passagem da luz³. À medida que o cristalino perde a transparência, a visão se torna mais embaçada, o contraste diminui e cresce a dificuldade para enxergar em ambientes com baixa luminosidade³.

Em geral de evolução lenta, a catarata pode passar despercebida no início. Mas com o tempo interfere em atividades cotidianas como leitura, reconhecimento de rostos e para dirigir à noite³. Sensibilidade à luz, percepção de halos ao redor de lâmpadas e faróis e alteração na percepção das cores também estão entre os sintomas mais comuns³.

Quando o comprometimento visual começa a afetar a rotina, a cirurgia é o único tratamento eficaz³, consistindo na remoção do cristalino opaco e na implantação de uma lente intraocular³. Com baixo índice de complicações graves, o procedimento geralmente é feito de forma ambulatorial, com anestesia local aplicada por colírio e duração média de 15 minutos³.

Bem-estar
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde não apenas como ausência de doença, mas como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social”4. A saúde ocular se insere diretamente nesse conceito. “Principalmente quando falamos da cirurgia de catarata. Durante muitos anos, o tratamento se limitava à remoção da doença”, explica Gildo Matuoka, general manager de Surgical Vision da Johnson & Johnson no Brasil.

Hoje, as tecnologias permitem ir além. Ao mesmo tempo em que a substituição do cristalino restaura a transparência do meio ocular, ela pode ser uma oportunidade de reabilitação visual mais ampla5.

Dependendo da lente intraocular escolhida, é possível corrigir os chamados erros refrativos (miopia, hipermetropia e astigmatismo5). Há lentes com diferentes tipos de foco, que oferecem visão nítida em diferentes distâncias, capazes de ampliar o campo visual e reduzir a dependência do uso de óculos5.

“Hoje, seja mais jovem ou idoso, é inadmissível abrir mão de acuidade visual, de nitidez e de qualidade visual. Até pelas demandas do nosso tempo, um idoso não fica mais em casa, sentado no sofá assistindo à televisão”, observa Gildo Matuoka.

Tipos de lente
Como a cirurgia de catarata só é realizada uma vez na vida, a escolha da técnica cirúrgica e do tipo de lente deve ser cuidadosa e individualizada5. Essa decisão envolve critérios médicos e também o estilo de vida do paciente, como hábitos de leitura, uso de telas e demandas visuais no trabalho e no lazer.

“Antes, a preocupação era sobre ser cego ou não. Hoje, o objetivo passou a ser melhorar a qualidade visual, minimizando a necessidade do uso de óculos, lentes e outros corretores, possibilitando total autonomia visual5”, conclui Bruno Fontes.

Nova tecnologia revoluciona o conceito de lente intraocular
Restaurar a visão da maneira mais próxima à do funcionamento natural do olho é o princípio que orienta o desenvolvimento das lentes intraoculares TECNIS. Há mais de 25 anos, a marca investiga como o olho humano capta a luz, ajusta o foco e se adapta a diferentes distâncias, e transforma esse conhecimento em soluções.

O design das lentes de alta tecnologia combina ciência de materiais e engenharia de precisão para curar a catarata e, ao mesmo tempo, corrigir erros de refração. O resultado é uma visão mais estável, com melhor contraste e equilíbrio visual, aspectos essenciais para atividades cotidianas.

“Investimos muito em pesquisa e desenvolvimento. Nossa tecnologia sempre visa o benefício do paciente e também o conforto para o cirurgião, ou seja, a facilidade de manuseio e uso dessas lentes”, afirma Gildo Matuoka, general manager de Surgical Vision da Johnson & Johnson no Brasil.

REFERÊNCIAS
1. BRASIL. Ministério da Saúde. Cuidados regulares com os olhos podem evitar a perda da visão. Brasília: Ministério da Saúde, 10 jul. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/julho/cuidados-regulares-com-os-olhos-podem-evitar-a-perda-da-visao. Acesso em: 19 dez. 2025.

2. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Eye care, vision impairment and blindness. Genebra: World Health Organization, 2025. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/blindness-and-vision-loss. Acesso em: 19 dez. 2025.

3. NATIONAL EYE INSTITUTE. Cataract: What You Should Know. Bethesda: National Eye Institute. Disponível em: https://www.nei.nih.gov/sites/default/files/2023-02/WYSK_Cataract_English_Sept2015_PRINT.pdf. Acesso em: 19 dez. 2025.

4. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Health and well-being. Genebra: WHO, 2023. Disponível em: https://www.who.int/data/gho/data/major-themes/health-and-well-being. Acesso em: 19 dez. 2025.

5. AMERICAN ACADEMY OF OPHTHALMOLOGY. IOL Implants: Lens Replacement After Cataracts. San Francisco: AAO, 2025. Disponível em: https://www.aao.org/eye-health/diseases/cataracts-iol-implants. Acesso em: 19 dez. 2025.

6. ZIMMERMANN, A. et al. Visual development in children aged 0 to 6 years. Arquivo Brasileiro de Oftalmologia, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/abo/a/pRR9rBksv6DRZWTP9WypFFs/?lang=en. Acesso em: 19 dez. 2025.

7. BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de atenção à saúde ocular na infância. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br. Acesso em: 19 dez. 2025.

8. MARTÍNEZ-ALBERT, N. et al. Risk factors for myopia: A review. International Journal of Ophthalmology and Clinical Research, 2023. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC10532298/. Acesso em: 19 dez. 2025.