Releases 29/07/2026 - 10:22

TransUnion Brasil desafia a lógica da negativação com inclusão e educação financeira


Em um mercado com mais de 83 milhões de brasileiros inadimplentes, a TransUnion Brasil desafia o modelo tradicional de atuação dos birôs de crédito para evoluir a forma de avaliar consumidores, ampliando o acesso ao crédito e promovendo educação e inclusão financeira.

Hoje, mais de 83 milhões de brasileiros convivem com algum tipo de restrição de crédito. Além dos desafios econômicos, o número evidencia uma limitação do modelo tradicional de análise de risco: um histórico negativo nem sempre reflete a situação de um consumidor, nem sua capacidade atual de pagamento. É uma realidade que impede que muitas pessoas acessem oportunidades econômicas. A boa notícia é que isso pode mudar: a combinação entre novas fontes de informação, tecnologia e educação financeira abre espaço para uma análise mais completa do consumidor e para um crédito mais inclusivo.

É nesse contexto que a TransUnion Brasil vem desafiando o modelo tradicional de atuação dos birôs de crédito no mercado brasileiro. Presente em mais de 30 países e com mais de 50 anos de experiência global em informação e análise de risco, a companhia combina dados, tecnologia e inteligência analítica para apoiar empresas na tomada de decisões relacionadas a crédito, risco e prevenção a fraudes. No Brasil, a TransUnion construiu sua atuação a partir do crédito positivo e vem ampliando seu papel como datatech ao transformar dados em confiança.

"Quando olhamos apenas para a negativação, corremos o risco de deixar de fora consumidores que poderiam retomar sua trajetória financeira e continuar contribuindo para a economia. O papel da TransUnion Brasil está em reduzir a assimetria fazendo com que a inteligência de dados ajude a gerar relações de confiança e a economia brasileira cresça de forma mais sustentável ao longo do tempo", diz Claudio Pasqualin, vice-presidente de Soluções da TransUnion Brasil.

Na prática, isso significa combinar novas fontes de informação, inteligência artificial, Cadastro Positivo e dados alternativos para construir análises mais precisas, reduzir as incertezas, sem perder de vista a importância da educação financeira para que as pessoas fortaleçam sua relação com o crédito ao longo do tempo. Assim, as empresas deixam de olhar apenas para o momento e passam a considerar o contexto e o potencial de cada cliente.

"Continuamos levando ao mercado a força da informação de crédito, mas hoje vamos além do modelo tradicional dos birôs que se conhecia no passado; somos uma empresa que entrega cada vez mais valor de forma mais ampla", diz o executivo. "Combinamos histórico de crédito, dados alternativos, inteligência de dispositivos, sinais de comportamento digital e modelos analíticos para ajudar empresas a tomar decisões mais precisas ao longo de toda a jornada do consumidor."

Melhorar a qualidade das decisões de crédito, portanto, significa beneficiar empresas e consumidores ao mesmo tempo. "O futuro do crédito não está em classificar pessoas como 'positivas' ou 'negativas', mas em entender seu momento de vida, antecipar riscos e construir caminhos sustentáveis de inclusão financeira", diz o vice-presidente.

Novo olhar sobre o consumidor

Durante décadas, decisões de crédito estiveram concentradas principalmente em informações negativas e em ferramentas sofisticadas acessíveis apenas a grandes instituições financeiras. A consolidação do Cadastro Positivo, a expansão do Open Finance e o crescimento de novas fontes de informação começaram a mudar esse cenário, ampliando significativamente a quantidade e a qualidade dos dados disponíveis para análise.

Segundo Pasqualin, essa combinação permite construir avaliações muito mais qualificadas sobre o comportamento financeiro dos consumidores. "A negativação teve um papel importante historicamente, mas hoje precisa ser reavaliada. O Cadastro Positivo ajudou a corrigir uma distorção histórica do mercado, ao reconhecer o valor da trajetória do consumidor", diz.

Isso permite que instituições financeiras, fintechs, seguradoras e empresas de diferentes segmentos ofereçam crédito e outros serviços de forma mais personalizada, equilibrando oportunidades de negócio, gestão de risco e inclusão financeira. "Hoje conseguimos combinar diferentes fontes de informação, ampliando a capacidade das empresas na tomada de decisão", relata o vice-presidente.

A inteligência artificial representa mais um passo nessa evolução. Na TransUnion, esse movimento se apoia em uma trajetória já consolidada de uso de machine learning em soluções de análise de risco e prevenção a fraudes.

Para Pasqualin, a IA generativa reduz a complexidade do uso de modelos sofisticados de análise e decisão, tornando essas capacidades acessíveis e intuitivas para empresas de diferentes portes. "Começamos a criar uma camada de interação entre o analista de crédito e a inteligência artificial para interpretar todas as análises feitas em segundos pelo sistema", explica.

Na prática, isso amplia o alcance dessas ferramentas, especialmente para empresas que antes não possuíam estrutura técnica dedicada. "A tecnologia ajuda a reduzir a complexidade operacional e permite que os profissionais dediquem mais tempo à análise estratégica de risco e à tomada de decisões", ressalta Pasqualin.

Combate às fraudes

A mesma transformação que amplia o acesso ao crédito também aumenta os desafios de segurança. O avanço da inteligência artificial e da engenharia social vem tornando golpes digitais cada vez mais sofisticados, exigindo novas formas de autenticar identidades e proteger consumidores.

Segundo levantamento da TransUnion, consumidores brasileiros que perderam dinheiro em fraudes digitais relataram prejuízo médio de R$ 10.699, alta de 60% em relação ao estudo anterior. Além disso, 41% afirmaram ter sido alvo de tentativas de fraude. O vishing - golpe em que criminosos se passam por instituições confiáveis por telefone - aparece como a principal causa de perdas financeiras no País.

Para enfrentar esse cenário, empresas passaram a investir em novas camadas de autenticação e inteligência analítica. Hoje, a TransUnion conta com uma das maiores bases globais de inteligência para prevenção a fraudes, com mais de 10 bilhões de dispositivos únicos reconhecidos mundialmente, incluindo mais de 100 milhões no Brasil. A combinação dessa escala com recursos analíticos contribui para identificar comportamentos suspeitos e apoiar empresas na antecipação de riscos diante dos novos desafios do ambiente digital.

"O Brasil precisou se proteger de forma que talvez outros mercados não precisaram. Infelizmente, existe uma grande quantidade de informações pessoais disponíveis em ambientes ilegais, o que torna muito simples para os fraudadores responder a perguntas tradicionais de validação de identidade. Essa profundidade de dados e análises de risco de dispositivos nos permite ser uma resposta estratégica diante deste cenário e colaborar na proteção dos clientes legítimos", afirma Pasqualin.

Essa realidade acelerou o desenvolvimento de tecnologias como biometria facial, inteligência de dispositivos (device intelligence) e mecanismos avançados de autenticação, que hoje fazem parte da experiência digital de milhões de consumidores. Ao mesmo tempo, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) contribuiu para elevar o padrão de governança no tratamento dessas informações. "É bom ver regras sendo estabelecidas. A LGPD ajudou bastante o nosso mercado e colocou todos em um patamar mais elevado de responsabilidade com relação aos dados", afirma.

Crédito mais sustentável

Embora inteligência artificial e prevenção a fraudes ocupem boa parte das discussões atuais, Pasqualin reitera que o principal desafio dos próximos anos será construir um mercado de crédito mais sustentável. Para isso, dados e tecnologia precisam servir a um objetivo maior: reduzir a assimetria de informações entre empresas e consumidores, permitindo decisões mais equilibradas e uma avaliação mais fiel do perfil de cada pessoa.O Brasil ainda convive simultaneamente com altos índices de superendividamento, juros elevados e milhões de pessoas com acesso limitado ao sistema financeiro. Por outro lado, quanto mais completo for o conjunto de dados disponível para análise, maiores serão as condições de ampliar o acesso ao crédito sem abrir mão da gestão de risco e da sustentabilidade das operações.

Ao combinar histórico de crédito, Cadastro Positivo, dados alternativos e inteligência analítica, a proposta é reduzir incertezas, criar relações de confiança e tornar o mercado de crédito mais eficiente e inclusivo. Para Pasqualin, esse processo depende de soluções estruturais capazes de enfrentar a inadimplência sem restringir acesso. "Precisamos lidar com esse desafio de forma mais sustentável. Em um país com milhões de consumidores limitados por avaliações baseadas exclusivamente na negativação, a próxima grande transformação do mercado será a capacidade de enxergar pessoas além dos rótulos, positivo ou negativo", ressalta Pasqualin.