Formato tipo pouch reduz em 65% o consumo de material e já no ano de 2026 irá retirar da cadeia produtiva, quantidade equivalente a cerca de 7 milhões de garrafas PET de dois litros
A agenda de descarbonização e eficiência operacional vem avançando sobre cadeias industriais de grande escala no Brasil. Empresas têm revisitado formatos de embalagem como parte de estratégias que combinam redução de custos logísticos, menor consumo de matéria-prima e metas ambientais cada vez mais incorporadas à governança corporativa.
A tendência, já consolidada em outras cadeias industriais, ganha espaço também no mercado de lubrificantes automotivos. A busca por soluções mais leves e flexíveis integra decisões estruturais da indústria, com impacto direto sobre a cadeia produtiva, transporte e armazenagem.
Nesse cenário, Lubrax, marca Top of Mind, lança no País o modelo de embalagem flexível tipo pouch. A solução reduz cerca de 65% no consumo de plástico em comparação aos frascos rígidos tradicionais utilizados no setor. Com isso, a empresa sai na frente sendo pioneira na adoção do modelo no Brasil.
O movimento, já consolidado em mercados mais maduros, ganha escala no Brasil, em linha com a estratégia do grupo de ampliar soluções mais eficientes e de menor impacto ambiental.
Efeito sobre a operação
Na prática, apenas em 2026, a mudança representa a retirada de 353 toneladas de plástico, quantidade equivalente a cerca de 7 milhões de garrafas PET de dois litros.
Além da redução de material, o novo formato é mais leve, flexível e resistente, sem alterar qualidade, segurança ou performance do lubrificante. O menor peso e a otimização de espaço contribuem para ganhos ao longo de toda a cadeia, da produção à logística reversa, com impacto também sobre as emissões associadas à movimentação.
Para Marcelo Bragança, CEO da Unidade de Negócios de Lubrificantes, o lançamento integra a estratégia da companhia. "A inovação precisa gerar impacto concreto na operação. O novo formato combina ganho ambiental, redução de custos e eficiência logística, sem alterar o padrão de qualidade do produto", afirma.
Expansão do portfólio
A adoção do pouch também altera a estrutura de custos. Segundo a companhia, o novo formato é mais competitivo que os frascos rígidos tradicionais, sem impacto no posicionamento premium da marca nem na tecnologia dos lubrificantes.
Nesta primeira etapa, o lançamento contempla o formato de um litro das linhas Lubrax Top Auto e Lubrax Top Moto, em versões minerais, semissintéticas, sintéticas e premium, totalizando oito produtos. A estratégia prevê novas volumetrias, como a versão de meio litro, a partir do segundo semestre de 2026, além de oportunidades de parcerias com montadoras.
Também está prevista a adoção de nova configuração de caixa para algumas linhas, no formato de 12 unidades de 1 litro, em substituição ao padrão anterior de 24 unidades. A mudança amplia a flexibilidade para os clientes e tende a contribuir para maior giro no ponto de venda.
Experiência e validação
O desenvolvimento do formato incluiu pesquisas qualitativas com automobilistas, motociclistas e recomendadores, que indicaram elevada aceitação nas etapas de manuseio.
A embalagem incorpora bico com sistema corta-pingo, que melhora o controle na utilização e reduz desperdícios. Em grande parte das aplicações, o formato dispensa o uso de funil, o que simplifica o uso tanto para consumidores finais quanto para profissionais.
Entre motociclistas, a aprovação foi ainda mais expressiva, impulsionada pelo menor espaço ocupado e pelo maior controle na aplicação.
Movimento estratégico
A iniciativa se insere no processo de rebranding de Lubrax e na estratégia mais ampla da Vibra, líder no mercado brasileiro de distribuição de combustíveis e lubrificantes.
A companhia opera cerca de 8 mil postos no País, incluindo as franquias BR Mania e Lubrax+. Atende mais de 30 milhões de consumidores por mês e detém 31% de participação no mercado de postos embandeirados.
Além da atuação no varejo, abastece mais de 10 mil clientes em aproximadamente 30 mil pontos de consumo, em setores como aviação, transporte, indústria, mineração, químicos e agronegócio. Por meio da marca BR Aviation, responde pelo abastecimento de 6 em cada 10 aeronaves que decolam diariamente no Brasil, em mais de 90 aeroportos.
Agenda ESG e transição energética
Nos últimos anos, a Vibra destinou mais de R$ 7 bilhões a projetos ligados à transição energética e à descarbonização, hoje centralizados na Comerc, empresa do ecossistema do grupo. A companhia possui ainda a maior planta de lubrificantes da América Latina.
Como parte de sua estratégia ESG, incorporou o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes como causa prioritária, consolidando esse compromisso como um dos pilares de atuação.
Ao introduzir no Brasil um modelo de embalagem mais eficiente, a empresa lidera um movimento de inovação aplicado a uma de suas avenidas de crescimento, com potencial para influenciar padrões operacionais no setor de lubrificantes.