São Paulo--(
DINO - 07 out, 2016) - Uma modalidade criminosa retornou com força ao cenário brasileiro. Trata-se da pirâmide financeira, que promete vultosos lucros pessoais em pouquíssimo intervalo de tempo apenas pelo fato do participante arrebanhar novos seguidores. De acordo com a SENACON (Secretaria Nacional do Consumidor), organizações ilícitas causam prejuízos ao enganarem participantes com a ilusão de que se está fazendo um ótimo negócio, reporta Marcio Alaor, vice-presidente do Banco
BMG.
Estruturada apenas com o intuito de beneficiar um grupo bem pequeno de pessoas, a pirâmide é assim chamada em decorrência da maneira como é organizada. Com a informação de que o pagamento de um membro decorre sempre do investimento dos demais, muitos se veem enganados numa espécie de corrente fadada a não dar certo no final, já que em um momento específico haverá um desequilíbrio e, consequentemente, perda de dinheiro, noticia Marcio Alaor.
Mascaradas como se fossem empresas voltadas para o marketing multinível, forma esta permitida de se comercializar produtos e serviços, as pirâmides podem surgir sob o mote do aumento de vendas. Em alguns casos, não há outro pretexto além do recrutamento de novos membros, destaca
Marcio Alaor, empresário com vasta experiência no setor financeiro.
Para a SENACON, há três principais fatores que dão indícios de que um negócio possa ser uma pirâmide: ofertas de lucros acima dos praticados no mercado, desproporcionalidade na realização de vendas e pobreza de detalhes referentes à história da empresa. Já Marco Antônio de Araújo Lima, que atualmente preside a Comissão de Direito do Consumidor da Ordem dos Advogados do
Brasil, sediada em São Paulo, ensina que é preciso manter-se atento para promessas muito mirabolantes.
Lima aconselha que, sempre que alguém for abordado com esse tipo de proposta, deve-se procurar a polícia para que seja lavrado um boletim de ocorrência, como elemento de prova para outros possíveis desdobramentos jurídicos. Em caso de danos consumados, ele orienta para que se recorra a um advogado na tentativa de reaver o dinheiro perdido.
Marcio Alaor informa que, de acordo com o representante da OAB, a busca de maiores informações acerca de empresas suspeitas pode ser uma importante arma para o cidadão.
Dentre os órgãos indicados para se realizar uma pesquisa mais detalhada acerca da idoneidade dessas empresas, estão o PROCON, que ocupa-se justamente de resguardar o consumidor de maiores danos; o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ);
sites que registrem insatisfações de clientes, como o Reclame Aqui; a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a junta comercial de cada estado.
O executivo Marcio Alaor informa que a CVM elaborou um documento onde indica-se que as organizações que atuam por meio de sistema de pirâmides, em geral pedem que as vítimas aceitem tais propostas de forma imediata, impedindo-as de ponderar melhor, o que pode indicar má-fé por parte dessas empresas, uma vez que se oferecem vantagens financeiras impossíveis de se tornarem realidade, sobretudo no ambiente
econômico em que o país vive atualmente.
Website:
https://marcioalaorbmg.com/