Releases 11/07/2017 - 15:12

Amgen apresenta estudos que trazem inovações no tratamento de câncer


São Paulo, 11 de julho--(DINO - 11 jul, 2017) - Focada no desenvolvimento de medicamentos biotecnológicos para doenças de difícil tratamento, a Amgen apresentou no último mês 10 análises de estudos, que trouxeram um reforço no entendimento e tratamento de doenças como mieloma múltiplo, leucemia linfoblástica aguda, câncer colo retal metastático e melanoma metastático. Os resultados foram divulgados em dois dos mais importantes congressos desta especialidade, o da Sociedade Americana de Oncologia Clínica e o da Associação Europeia de Hematologia.

Mieloma múltiplo
O estudo ENDEAVOR mostrou que os pacientes refratários ou que tiveram recaída, quando tratados com Kyprolis (carfilzomibe) e dexametasona, apresentaram melhor controle da doença e uma sobrevida global 7,6 meses maior do que pacientes que receberam o tratamento com a terapia padrão com bortezomibe e dexametasona, reduzindo o risco de morte em 21%. Além disso, os pacientes apresentaram um menor índice de neuropatia periférica ? grau 2 - quando há danos nos nervos periféricos causando dormência e fraqueza -, tendo ocorrido em 6% dos pacientes que utilizaram Kyprolis versus 32% em pacientes com tratamento padrão com bortezomibe.

Outro importante estudo apresentado foi o de Xgeva (denosumabe), também em mieloma múltiplo. O estudo atingiu seu desfecho primário demonstrando que Xgeva é não inferior ao ácido zoledrônico no atraso do aparecimento do primeiro evento esquelético em pacientes com a doença. A análise demonstrou que pacientes tratados com Xgeva tiveram taxas significativamente menores de eventos renais comparados com ácido zoledrônico (10% versus 17,1%, p<0.001). Os resultados demonstraram que em pacientes com insuficiência renal, definido como clearance de creatinina (CrCl) ? 60 mL/min, a taxa de eventos adversos renais foi o dobro nos pacientes tratados com ácido zoledrônico comparado aos pacientes tratados com Xgeva (26,4% versus 12,9%, respectivamente). Com esses resultados a Amgen começou o processo de submissão para esta nova indicação nos Estados Unidos.

Leucemia linfoblástica aguda (LLA)
Para o tratamento da doença, um tipo agressivo de câncer de sangue em adultos e crianças, a empresa realizou apresentações de Blincyto (blinatumimabe), medicamento recém aprovado no Brasil para o tratamento da LLA em adultos. O primeiro estudo demonstrou os benefícios do uso pediátrico de Blincyto em pacientes que sofreram recaída ou foram refratários ao tratamento inicial, demonstrando atividade anti-leucemia como terapia única nestes pacientes pediátricos com doença de alto risco. A segunda exposição avaliou os principais eventos adversos de Blincyto comparado ao tratamento padrão com quimioterapia para pacientes refratários ou com recaída. O estudo demonstrou um perfil de eventos adversos consistente com relatos anteriores para LLA recidivada/refratária, incluindo taxas similares de síndrome de liberação de citocinas e eventos neurológicos. As taxas de eventos adversos geralmente foram maiores nos pacientes que receberam quimioterapia padrão, incluindo citopenias e infecções.

Já a análise de subgrupo do estudo TOWER, mostrou que pacientes adultos recebendo Blincyto para LLA recidivada/ refratária atingiram melhor sobrevida global e taxas de remissão comparado a terapia padrão. Quando avaliado o momento de iniciar o tratamento, demonstrou-se melhora na sobrevida global se a terapia for realizada logo na primeira recaída da doença, reforçando a importância do tratamento precoce com Blincyto. Pacientes tratados como primeira terapia de resgate mais do que dobraram a taxa de sobrevida global se comparado a quimioterapia padrão para pacientes com LLA de linhagem B recidivada/refratária com cromossomo Philadelphia negativo.

Câncer colo retal metastático
Uma análise de subgrupo do estudo ASPECCT, que tratou pacientes de câncer colo retal metastático com Vectibix (panitumumabe), mostrou que com o uso da tecnologia ctDNA é possível identificar precocemente a recaída ou mutações da doença. A tecnologia, já usada em outros tipos de tumores, permite a partir de amostras de sangue periférico do paciente retirar informação do DNA para identificar a presença da doença sem precisar fazer uma análise da biopsia do tumor sólido.

Em dois dos estudos, foi possível entender melhor que tipo de informação pode ser obtida com o ctDNA para estes pacientes. A primeira análise, revela que o aumento da heterogeneidade global do tumor está associado a uma sobrevida global menor. Um subgrupo de pacientes demonstrou uma diminuição geral da heterogeneidade tumoral na terapia com Vectibix de 28%. O outro trabalho sugere que a tecnologia pode revelar antecipadamente o perfil de mutações refratárias e iniciar uma nova etapa do tratamento. As mutações detectáveis do DNA por ctDNA, no entanto, não predizem necessariamente a resposta ao Vectibix e devem ser interpretadas com cautela.

Outro estudo, mostrou o efeito do tratamento com Vectibix mais terapia padrão com cetuximabe em comparação com tratamento padrão em monoterapia para a redução tumoral inicial. Dos pacientes tratados com Vectibix, 69,5% apresentaram redução da lesão versus 38,2% da terapia padrão, gerando impactos positivos na sobrevida livre de progressão (PFS) e na sobrevida global (OS).

Melanoma metastático
Outro destaque, o estudo de fase 2 que avaliou os benefícios da combinação entre o talimogene laherparepvec, da Amgen, e o ipilmumabe no tratamento de melanoma metastático, demonstrou o potencial de usar drogas com mecanismos de ação complementares. Os dados preliminares mostraram que o tratamento com a combinação de medicamentos mais do que dobrou o índice geral de resposta (ORR), definido pela proporção de pacientes que apresentaram redução no tamanho do tumor. Dos pacientes tratados com a combinação, 38,8% atingiram o objetivo de resposta versus 18% dos pacientes tratados somente com ipilmumabe. No que diz respeito a resposta completa, 13,3% dos pacientes que receberam a combinação atingiram este objetivo versus 7% no braço com a terapia única. O estudo ainda mostrou que houve uma redução de até metade do tamanho do tumor em 35% dos pacientes tratados com a combinação e em 14% com a terapia única, e uma mediana de sobrevida global (PFS) de 8.2 meses versus 6.4 meses, respectivamente.

Website: http://www.amgen.cpm.br