Belo Horizonte / MG --(
DINO - 26 out, 2016) - As fraudes corporativas são um problema persistente e afetam companhias no mundo inteiro. Com as empresas de factoring não seria diferente. Essas corporações assumem grandes riscos ao antecipar o valor de faturas. Por isso a relação de confiança entre ambas as partes ? neste caso, faturizador e faturizado, é essencial. E é justamente em momentos de pronunciadas crises econômicas que aumenta a demanda por contratos de factoring e também, quando mais incidem os problemas relacionados às fraudes.
Como em toda transação entre duas partes, também nas operações de factoring é possível encontrar atos civis e criminais. Entre eles, pode-se destacar o estelionato, criação de documentos falsos, a emissão de duplicatas simuladas, formação de quadrilha, apropriação indébita e outras variáveis. Uma factoring que tenha sido lesada em seu patrimônio através de crimes no ato de emissão de títulos de créditos pode abrir um inquérito na polícia ou diretamente dirigir-se ao Ministério Público.
Identificar as fraudes é uma tarefa complicada e exaustiva, mas é preciso encontrar ferramentas para se prevenir desta dor de cabeça. Existem programas de prevenção essenciais paras as empresas e talvez um dos seus elementos mais importantes seja a existência de uma política que defina claramente quem é responsável por gerenciar o risco da organização, em todos os âmbitos onde seja necessário controlar os procedimentos.
O primeiro passo é criar um programa de gestão de risco de fraudes. Este tipo de programa deve fazer parte da estrutura da gestão da empresa. Também é conhecido como programa antifraude e deve considerar políticas por escrito que sejam conhecidas por todos os integrantes da instituição. Realizar avaliações periódicas também é uma ótima estratégia, pois será fundamental para identificar as potenciais brechas na gestão e administração de recursos e procedimentos para então tomar as medidas necessárias e diminuir a possibilidade de erros.
Ser organizado é imprescindível para se prevenir. É preciso estabelecer os mecanismos de controle para dificultar qualquer tentativa de fraude. Controlar todos os processos através de planilhas, relatórios e tabelas, por exemplo. Muitas vezes, ao comparar dados, é possível identificar problemas nos contratos realizados.
As entidades de classe têm se tornado grandes aliados e importantes bases de apoio. O Sindicato das Empresas de Factoring de Minas Gerais (
Sindisfac ) conta com uma assessoria jurídica especializada que pode orientar as factorings na defesa de seus direitos e na prevenção às fraudes. São disponibilizados aos filiados consultas com profissionais qualificados, um apoio na defesa do seu negócio.
As técnicas de prevenção não garantem que o delito não ocorra, mas são a forma de defesa que as instituições têm para evitar passar por esse tipo de incidente. Na medida que uma empresa fortalece seus sistemas e mecanismos de controle, fica mais difícil que situações como essa voltem a ocorrer.