São Paulo--(
DINO - 04 out, 2016) - Mesmo com a prospecção de alta da inflação, pode-se perceber uma desaceleração para o mês de agosto, se comparado com julho. O governo fixou meta com limite de 4,5% para o ano, que pode ser ultrapassada, levando-se em conta os índices já alcançados até o momento, reporta o vice-presidente do Banco
BMG, Marcio Alaor. Em detrimento dos valores alcançados no mesmo período do ano passado, a perspectiva mudou, já que ocorreu um percentual inflacionário de 0,22% contra o atual de 0,44%, destaca o executivo.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão responsável, dentre outras tarefas, por realizar o levantamento do IPCA, sigla que designa o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, divulgou, no dia 9 de setembro, a informação de que os principais alimentos que agiam como causadores do aumento da inflação no país apresentaram considerável queda, como por exemplo o feijão, que despencou em 5,6% de seu valor anterior. Com base nos dados publicados,
Marcio Alaor informa que, embora este alimento tenha obtido um preço menor, ainda acumula forte alta no total avaliado para todo o ano.
Ainda no campo dos alimentos encarecedores da cesta-básica, o IBGE registrou que a batata-inglesa foi um alimento que sofreu discreta melhora em seu preço, mas ainda pode ser considerado um dos mais caros atualmente, tendo subido 13,39 desde o início do ano. O destaque ficou por conta do índice de baixa do preço da cebola, que fechou o mês de agosto com -18,46% de variação. Os derivados do leite, como o leite condensado, o leite em pó, a manteiga e o leite longa vida, na contramão da maré de quedas, subiram substancialmente, apresentando, respectivamente, elevações de 10,23%, 7,4%, 4,46% e 2,52%, noticia o
vice-presidente do BMG, Marcio Alaor.
O segmento dos transportes percebeu ligeira baixa em sua inflação. O recuo de 0,27% foi ocasionado levando-se em conta a diminuição do valor cobrado pelas passagens aéreas. A média apresentada pelo IBGE considerou 13 regiões estudadas. Nelas, 10 mostraram a queda em questão, o que posicionou este produto entre os que auxiliaram a economia em agosto. Em todo o território brasileiro, o viajante pôde notar um alívio de cerca de 3,85% no bolso, com exceção dos habitantes de Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro, destaca o
empresário Marcio Alaor, conforme as informações da matéria veiculada recentemente.
Os altos índices da inflação nacional são razão de preocupação para operadores do
Banco Central, uma vez que faz com que suba a taxa de juros do país, mecanismo primário das relações de compra e venda, aponta o atual panorama econômico brasileiro. Especialistas, no entanto, estimam que o Brasil conseguirá terminar o ano dentro do que é considerado razoável para a atual situação, enfatiza Marcio Alaor, demonstrando o que foi divulgado pelo boletim Focus. Conforme consta na publicação, há a estimativa de que, mesmo com os revezes da atual crise econômica e seus potenciais impactos, consiga-se limitar a taxa de inflação em 7,34%, valor apresentado desde o início do ano.
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https://marcioalaorbmg.com/