São Paulo - SP--(
DINO - 07 out, 2016) - O portal e aplicativo imobiliário Properati e a Hiperdados, plataforma de gestão de informações integradas do mercado, acabam de fechar o relatório que traz a medição da variação dos preços médios do setor imobiliário no mês de setembro. O levantamento é feito em cima da base de mais de um milhão de imóveis anunciados no Properati (
www.properati.com.br) e os dados são tratados na plataforma Hiperdados (
www.hiperdados.com.br).
De acordo com o indicador de medição de preços do mercado imobiliário Índice Properati-Hiperdados (IPH), os preços dos imóveis de 26 das 44 grandes cidades brasileiras analisadas apresentaram alta. Segundo o IPH, as variações mensais apontam para uma persistente instabilidade no mercado. A medição do índice desconsidera a inflação do período. Confira como o preço dos imóveis estão se comportando nessas cidades, basta
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São Paulo
Pelo levantamento do IPH, a maior cidade do País fugiu à tendência de fortes oscilações nos preços verificada em outras capitais. O valor médio dos imóveis da capital se manteve nominalmente estável, apresentando variação positiva de 0,13% ? ainda ligeiramente abaixo do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) para o mês, de 0,20%, mas muito próximo de acompanhar a inflação geral medida pelo indicador.
Porto Alegre
O preço dos imóveis de Porto Alegre seguem em queda livre: a desvalorização média dos imóveis chegou a 2,15% em setembro. Em agosto, a queda foi levemente maior, de 2,29%; em julho, havia sido de 1,9%.
Florianópolis
Os preços dos imóveis colocados à venda em Florianópolis seguem movimento de recuperação após dois meses de quedas seguidas, tendo registrado, em setembro, alta média de 2,13%. Em agosto, a média dos preços caiu em 2,15%; já em julho, a queda foi de 1,3%.
Curitiba
A inversão de tendência também foi verificada nos valores das propriedades à venda em Curitiba: o IPH registrou queda de 2,81% em setembro ante o aumento de 1,62% observado no mês anterior.
Goiânia
Outro caso de mudança de rumo nos preços médios foi Goiânia: os imóveis se desvalorizaram em 2,50% em setembro após um aumento de 2,25% no mês de agosto.
Belo Horizonte
Em BH, o mês de setembro teve nova desvalorização: queda de 1,89% nos valores médios dos imóveis da cidade. Em agosto, a queda foi menor, de 0,62%.
Brasília
A capital do País apresentou alta de 0,74% nos preços médios de seus imóveis, após recuo de 1,73% observado em agosto.
Salvador
Salvador registrou em setembro uma alta nominal de 0,81%, um pouco acima da alta verificada pelo IPH em agosto, de 0,74%.
Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro continua registrando oscilações contínuas nos valores de seus imóveis ? é bom lembrar que a passagem das Olimpíadas e das Paralimpíadas influenciaram um movimento de valorização no início do ano. O custo dos imóveis na capital carioca caiu em 0,97% em setembro. No mês anterior, o indicador identificou uma alta de 0,15%; em julho, queda de 2,1%.
Outras cidades
O Índice Properati-Hiperdados para setembro ainda registrou alta nos preços dos imóveis de Belém (2,67%), Natal (1,64%), Fortaleza (1,08%), Brasília (0,74%), Vitória (0,20%), Santo André (0,10%) e São Caetano do Sul (0,05%). Em contrapartida, houve queda em João Pessoa (-2,16%), São Bernardo do Campo (-,1,90%), Diadema (-1,32%) e Niterói (-1,04%).
Segundo Wagner Dias, Diretor de Operações do Hiperdados, os preços devem permanecer instáveis nos próximos meses. "Tudo indica que o Banco Central, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), deve baixar os juros em suas próximas reuniões, pois a inflação está em queda. Logo, o juro real brasileiro atingirá patamares tão altos que o BC deverá reduzir o juro nominal. Com o juro nominal mais baixo, o consumo tende a reaquecer, pois as linhas de crédito ficarão mais baratas e o preço vai voltar a reagir", explica.
Dias prevê uma estabilização dos preços a longo prazo: "Há sinais claros de que o Banco Central irá iniciar a redução dos juros nominais da taxa SELIC ainda esse ano e os preços vão começar a ficar estáveis, podendo até ficar acima da inflação geral de preços a partir do segundo trimestre de 2017".
Já Renato Orfaly, Country Manager do Properati no Brasil, avalia que os donos de imóveis e os consumidores procuram aproveitar o momento de instabilidade nos preços, cada um a seu próprio modo. "Os proprietários de imóveis testam preços para obter melhores negócios e os compradores aproveitam a oportunidade neste momento de indefinição para barganhar bons preços", diz.
Quer saber mais? Então acesse:
www.hiperdados.com.br