Limeira, SP--(
DINO - 30 set, 2016) - As boas perspectivas econômicas para os produtos agrícolas em 2017 estão levando o produtor rural paulista a ampliar o uso do calcário para corrigir a acidez do solo. Ao mesmo tempo, parte deles constatou que a ausência da calagem, como é conhecida a correção, afeta os resultados.
Os dois fatores foram primordiais para que o consumo de calcário na agricultura paulista apresentasse uma evolução. Na comparação dos sete meses iniciais de 2016 com igual período do ano passado, a alta foi de 18,3%,
João Belatto Júnior, presidente do Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical) apontou: "há uma perspectiva de que teremos números melhores na agricultura e na economia nacional como um todo. Ainda estaremos distantes das estatísticas ideais, mas sentimos confiança nos próximos meses".
Os dois principais consumidores do produto no estado ainda são o setor sucroalcooleiro e a citricultura. Porém, parte dos produtores de cana-de-açúcar migrou para a área de grãos, em função da política comercial adotada pelas usinas. "O consumo de calcário também se mostra importante quando falamos de grãos", avaliou o presidente do Sindical.
A mensagem de que a calagem também contribui com os resultados no campo também impactou sobre os produtores rurais. A correção da acidez feita de forma preventiva reduz o total investido em adubos. Também amplia a qualidade da terra, o que ajuda no volume colhido. Países tropicais, como o Brasil, apresentam terras bastante ácidas.
"Temos notado que grande parte dos agricultores sentiu que a correção foi deixada de lado em outras épocas, o que afetou os resultados", disse Bellato.
Nesse caso, a indústria de calcário paulista reforça a necessidade de um acompanhamento técnico. "Um profissional avaliará o processo de análise do solo e as medidas que precisam ser tomadas", falou o presidente do Sindical.
Confira abaixo os dados divulgados pelo Sindical.
Consumo de calcário no estado de São Paulo
. Números mensais
Em julho de 2016 ? 330.453,26 toneladas
Em junho de 2017 ? 334.069,06 toneladas
Em julho de 2017 ? 462.114,77 toneladas
. Alta de 38,3% em relação ao mês anterior e de 39,8% em relação ao mesmo mês do ano passado.
. Nos 7 meses iniciais do ano
Período janeiro/julho de 2016 ? 1.991.729,45 toneladas
Período janeiro/julho de 2015 ? 1.682.119,94 toneladas
Alta de 18,3%, na comparação de 2016 com o ano passado.
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