10:38 IBRI: OTIMIZAÇÃO DA ESTRUTURA DE CAPITAL DAS EMPRESAS
SÃO PAULO, 12 de julho de 2011 /PRNewswire/ -- No painel "Otimização da estrutura de capital das empresas", composto por Sidney Chameh, presidente da ABVCAP (Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital); José Luiz Rossi Júnior, coordenador do programa de Mestrado do INPER; Rodrigo de Macedo Alves Planning Officer da Gol e Rogerio Poppe, Senior Portfólio Manager da BNY Mellon, com moderação de Ricardo Florence, diretor-presidente do IBRI, foram abordados os aspectos de como criar e alavancar o valor das empresas no mercado de capitais e qual seria a estrutura de capital considerada ótima para isso. Os participantes foram unânimes em concordar que a otimização da estrutura de capital é complexa e individual, dependendo de vários fatores, entre eles, das próprias oportunidades de mercado, que muitas vezes não refletem o planejamento das empresas.
Apesar de não existir uma resposta pronta para a questão de qual seja a estrutura de capital ótima, o painel trouxe algumas teorias efetivas de otimização de capital que são as mais empregadas pelo mercado, como a Static Trade off Theory e a de Pecking Order Theory (onde as empresas adotam uma ordem de preferência na escolha do funding).
Outro aspecto discutido foi a alavancagem financeira. A utilização desse custo fixo de financiamento (juros sobre a dívida) permite alavancar os resultados das empresas, dado que, independentemente do tamanho do lucro, o custo daquele recurso será o mesmo. A estratégia de composição da estrutura de capital precisa considerar qual o nível ótimo de alavancagem versus expectativa de resultados da empresa. "É uma decisão estratégica e por essa razão exige cautela, pois da mesma forma que pode adicionar muito valor, pode destruir o valor, comprometendo todo o processo. Sempre orientamos que ao compor capital próprio e o capital de terceiros, deve sempre analisar sob a ótica do risco e retorno", explica Sidney Chameh, presidente da ABVCAP. "Nos financiamentos dos ativos, há sempre espaço para recursos próprios numa composição considerada adequada", completa.
Para José Luiz Rossi, do INSPER, o ideal é que haja a integração entre as políticas que determinam a estrutura de capital e as de gerenciamento de riscos das empresas. "Essa estratégia é fundamental para o sucesso ou não do negócio", explica Rossi, ao defender a ideia de "Market time".