São Paulo, SP--(
DINO - 30 jun, 2017) - Inovar é preciso. Pelo menos quando se pensa no varejo físico essa parece ser a palavra de ordem. O motivo: cada vez mais cresce o número de consumidores frustrados com a experiência de compra no ambiente off-line. Quatro em cada dez pessoas (40%) alega que comprar no varejo físico é uma obrigação e um terço (32%). Os dados fazem parte do relatório desenvolvido pelo Instituto de Transformação Digital da Capgemini, Making the Digital Connection: Why Physical Retail Stores Need a Reboot.
O estudo ouviu mais de 6 mil consumidores e 500 executivos do varejo de nove países e traz visões antagônicas entre consumidores e varejistas quando o assunto é o papel de uma loja física. Para ter uma ideia, 81% dos executivos consideram seu ponto de venda relevante, enquanto menos da metade dos consumidores (45%) concorda com essa visão.
Os números mais alarmantes vêm da Suécia e da Espanha, (54% e 49% respectivamente afirmam que a compra na loja física é uma tarefa difícil). Os menores índices de insatisfação são de consumidores da China e Estados Unidos, (29% e 31%, respectivamente).
Já por parte dos executivos do varejo, 54% deles admitiram a lentidão em digitalizar as lojas físicas e que as frustrações dos consumidores com os pontos de venda se baseiam na falta de proximidade com recursos encontrados em um e-commerce. Para além disso, 66% estão irritados com as longas filas nos caixas 65% se queixam de que as promoções realizadas nas lojas físicas não são relevantes, 71% consideram difícil a comparação de produtos e 65% simplesmente não conseguem encontrar os produtos que precisam
Uma das chaves para essa retomada, além de uma maior adesão de sistemas online é bem conhecida dos varejistas. Segundo um estudo feito pelo Sebrae de São Paulo indica que uma pequena melhoria nos elementos visuais, como por exemplo, fachada, iluminação, organização interna e sobretudo, na vitrine podem representar um crescimento de 12% a 40% no volume de vendas sendo que, na maioria dos casos, sem necessidade de gasto financeiro por parte da loja.
Como reverter esse quadro
Para Fabio Rodrigues, Diretor Executivo da Novidá, startup paulista que desenvolveu um sistema que faz uso de microlocalização por sensores para o varejo, o gestor hoje precisa enxergar sua loja muito além do ambiente físico de compra.
"Hoje é preciso ter mais segurança para tomar decisões, pois se as vendas caíram nem sempre a culpa é da equipe de vendas. Diversos fatores podem influir no processo e é papel do gestor estar atento e preparado tanto para os desafios operacionais quanto com relação ao comportamento do consumidor dentro da loja", comenta Fábio.
O empreendedor também conta que um dos principais fatores de avaliação necessárias para a retomada do varejo é também compreender individualmente, quanto a equipe está sendo produtiva. "Olhar apenas para o número total de vendas pode ser um grande tiro no pé. É o mesmo que, em uma sala de aula, medirmos a qualidade dos professores pela média geral das notas dos alunos. Há quem tire 10, mas há quem tire 3,5...4. A média pode ser aceitável, mas pode maquiar um grande problema de performance, o que traz números desagradáveis no fim do mês", afirma.
A localização dos produtos versus a exposição aos clientes é outro item que muitos varejistas ficam em dúvida. Trata-se de um dos setores de trade de muitas marcas se estapeiam para conseguir o melhor local da sua loja para expor produtos. Segundo Rodrigues, essa relação com o varejista traz um norte, mas não o mapa da mina. "Muitas lojas seguem cartilhas e não avaliam por exemplo a capacidade de seus vendedores para atender tal setor. Esse papel é seu. Ainda mais, se o número de vendedores é suficiente para atender a demanda. Nesse momento vejo receitas escorrendo pelas mãos".
Isso sem falar do quanto os funcionários, sejam eles vendedores ou ligados à logística têm de noção a respeito dos produtos à venda e o estoque. Vender mais é agregar um mix de possibilidades ao cliente, não só quantidade de alguns itens específicos. Conhecer parcialmente o potencial dos produtos resulta em venda de parte dele e, segundo Rodrigues, pode ser um diferencial com relação a experiência de compra online.
Sobre a Novidá
A Novidá (
www.novida.com.br), desenvolvedora de soluções únicas de IoT baseadas em geolocalização de precisão fornece soluções mobile baseadas em sistemas proprietários de geolocalização indoor e outdoor, com integração de diversas tecnologias. A partir de cruzamentos, hoje obtêm precisão média com erro médio de 2m de distância, trazendo diversas informações estratégicas a organizações onde a posição, o tempo em atividade e o percurso sejam desafios de negócio a serem melhor compreendidos para o desenvolvimento de boas práticas que gerem maior eficiência nos processos.
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