São Paulo, 27 de julho de 2017.--(
DINO - 31 jul, 2017) - Investimentos de renda fixa são aqueles cujos rendimentos são conhecidos pelo investidor no momento da aplicação e podem ser pré e pós-fixados. Na modalidade prefixada, a rentabilidade exata é conhecida no momento da contratação. Na modalidade pós, o ganho exato não é conhecido, mas sabe-se quais serão os fatores envolvidos, como juros e indicador de mercado atrelado. Em ambos os casos é possível ter certeza de que haverá rendimento real e que não ocorrerá perda de dinheiro, caso o investidor siga as regras contratadas e mantenha o investimento até o prazo final.
Com relação aos produtos de renda fixa mais indicados para o momento, o economista e presidente da
Núcleo Expansão , Alexandre Prado explica que atualmente a taxa Selic, chamada de taxa básica de juros, está em 9,25% a.a. E a expectativa do mercado é que feche, tanto o ano de 2017, como de 2018, entre 8% e 8,25% a.a. "Esta queda dos juros afeta diretamente os investimentos pós-fixados, que seguem a taxa Selic, e, portanto, vão passar a pagar menos", diz o economista.
Mas, a queda na Selic também afetará a remuneração dos títulos prefixados, pois os bancos devem oferecer taxas menores dos que as atualmente praticadas. Para o economista, o melhor momento para investir em títulos de renda fixa prefixados já passou. Mas o investidor ainda consegue aproveitar a queda dos juros e ter um lucro interessante, "aplicando em títulos prefixados sejam eles públicos ( como Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) ou privados (CDBs, LCIs e as LCAs)", recomenda Alexandre.
Na opinião de Luciano Tavares, fundador e CEO da
Magnetis Investimentos, as aplicações em renda fixa nunca deixam de ser uma boa opção, mesmo com a queda da Selic. "Vale dizer que o Banco Central está reduzindo a Selic porque a inflação também caiu consideravelmente. Então, quando falamos de rentabilidade real, que é o quanto o investimento rendeu em comparação com a inflação, o investidor de renda fixa continua a ter um retorno interessante. Em alguns casos, até maior do que quando a Selic estava no topo, em 14,25% ao ano".
Para os investidores que procuram boas oportunidades de médio prazo, a indicação de Alexandre Prado é de um CDB prefixado, de mais de 720 dias, para que o investidor possa pagar a alíquota mínima de IR (Imposto de Renda) ou Letras Hipotecárias, isentas de IR. Fundos DI também são boas opções. Em termos de títulos públicos, o Tesouro IPCA oferece vantagem de ganhos superiores à inflação, com juros prefixados no momento da compra, conforme o IPCA.
Se tratando das oportunidades de investimentos de curto prazo, a recomendação de Alexandre é que o investidor encontre uma aplicação que seja isenta de IR e tenha rentabilidade de pelo menos 90% do CDI, "como é o caso de LCIs de bancos médios", diz. Existem também boas aplicações que incidam IR mas, neste caso, o retorno deve ser de, no mínimo, 100% do CDI e alguns CDBs de bancos médios também apresentam esta característica.
Na avaliação de Luciano, da Magnetis, qualquer perfil de investidor sempre vai ter uma parcela de renda fixa dentre seus investimentos. "Se é alguém mais conservador, essa parcela será predominante. Se é alguém mais agressivo, a renda fixa será usada para aplicar o dinheiro de uma reserva de emergência, por exemplo. A renda fixa nunca sai de moda". A orientação geral é aplicar recursos em títulos de renda fixa de prazo mais longo.
Quanto à decisão por liquidar uma operação de renda fixa, no momento atual, deve depender da modalidade da aplicação e as condições nas quais ela foi contratada. Se o investidor teve uma operação prefixada com taxa acima da inflação corrente, então deve permanecer com ela até seu vencimento. Se, por outro lado, a rentabilidade acordada é inferior, então deve resgatar a operação.
A matemática é simples e independe do tipo de investimento: "se a rentabilidade contratada é superior à inflação, já descontando IR e quais outras taxas, então deve permanecer. Caso contrário, resgate e contrate uma nova operação, em bases mais favoráveis", avalia Alexandre.
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