São Paulo--(
DINO - 06 out, 2016) - Muita gente acredita que a genética é a única causa do câncer nos cães e que a doença e o envelhecimento andam de mãos dadas. No entanto, a afirmação popular não está correta. Alguns pets podem ter o gene para predisposição do câncer, mas para que ele se manifeste e se desenvolva, é necessário que muitos fatores ocorram simultaneamente. O meio ambiente e a alimentação, por exemplo, são dois dos influenciadores mais fortes no surgimento de um tumor.
Existe uma grande correlação entre o que os cães comem e as doenças que desenvolvem. A influência da alimentação sobre o câncer, em específico, terá um peso maior ou menor de acordo com o tipo da doença. Quando os cachorros são alimentados com uma dieta balanceada e rica em folhas frescas, gorduras saudáveis, legumes, fibras e proteínas de alto valor biológico, se reduz muito as toxinas presentes no organismo e, consequentemente, previne-se o câncer.
Segundo Luciano Pasin, nutrólogo e oncologista veterinário, é preciso estar cientes que os alimentos de hoje em dia não apresentam os mesmos nutrientes de 20 e 30 anos atrás e que, nos dias de hoje, é possível adquirir o extrato purificado (componente ativo) de certos alimentos de forma manipulada em situações em que o câncer já está instalado.
Ainda de acordo com o especialista, existem inúmeros alimentos com importantes ações anticâncer, desde folhas verdes até os alimentos alaranjados ou avermelhados. Entre as principais opções para os pets, ele destaca:
- Cúrcuma ou açafrão da terra (excelente poder antitumoral, através da curcumina);
- Gengibre (através do gingerol);
- Maçã (rica em quercetina e polifenóis)
- Crucíferas como o brócolis e couve flor (rica em sulfurafano e indol-3-carbinol);
- Cogumelos como maitake, reishi, shiitake, (coriolus versicolus ricos em betaglucanos)
Para Luciano, a melhor maneira de combater o câncer nos cães é agir de maneira preventiva, desde o início da vida, ou seja, reduzir o consumo de carboidratos e aumentar o de fibras de verduras e legumes, e dar, ao animal, muitas crucíferas, azeite de oliva e óleo de coco.
Em um cardápio de filhotes não se pode esquecer das vitaminas e minerais como vitamina D3, Vitamina K, cálcio e magnésio, muitas vezes pobres nos alimentos. Já para animais idosos, é necessário dar atenção ao processo oxidativo e metabólico do envelhecimento, por isso não pode faltar iodo, vitamina E, zinco e selênio.
Preparação dos alimentos:
O modo de preparação dos alimentos é fundamental para se evitar o consumo de toxinas e manter os nutrientes dos alimentos. Dr. Luciano ressalta que o preparo deve ser de forma que mantenha as propriedades antitumorais.
As crucíferas, como couve-flor e brócolis, por exemplo, devem ser cozidas no vapor. Tubérculos precisam ser feitos a vapor e com a casca. Já nos alimentos que precisam ser refogados, deve-se usar o óleo de coco ou azeite de oliva.
O especialista alerta que os donos devem evitar o uso das panelas de pressão, já que o cozimento na água ocasiona perdas nutricionais e fritar e grelhar excessivamente pois isso libera substâncias potencialmente cancerígenas. Outra ressalva é para o cozimento feito no micro-ondas, esse tipo de preparo diminui significativamente a quantidade e a qualidade de vitaminas e fitonutrientes.
Luciano Pasin
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