Atibaia - SP --(
DINO - 24 out, 2017) - O Brasil é um dos países onde se registra o maior número de acidentes de trabalho por ano em todo o mundo. São mais de 700 mil acidentes por ano, dentre eles inúmeras mortes, trabalhadores mutilados e incapacitados total ou parcialmente, que dão ao país o quarto lugar no ranking mundial, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), ficando atrás apenas de China, Índia e Indonésia. Com afastamentos e indenizações, o gasto da Previdência Social atinge cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, isso sem contar com os custos arcados pelas empresas com horas perdidas de trabalho, indenizações por danos material, moral e estético.
De acordo com especialistas em Direito do trabalho, estes dados apesar de alarmantes, não refletem a realidade brasileira que é ainda pior. Principalmente em relação as doenças ocupacionais, que em sua maioria, os casos não são registrados por serem diagnosticados como doenças comuns, pela grande quantidade de trabalhadores que não possuem registro em carteira e porque diversas empresas subnotificam os acidentes para camuflar os altos índices acidentários que influenciam diretamente na sua imagem no mercado local. Além desses fatores, a flexibilização do Direito do Trabalho e a terceirização de atividades têm contribuído para o aumento dos riscos, situação que pode ser agravar com a execução da reforma trabalhista, que segundo profissionais, não se preocupa em beneficiar o ambiente de trabalho, diminuir riscos ambientais e preservar a saúde e vida dos trabalhadores.
Ignorando normas de saúde e segurança, como a duração do trabalho e os intervalos intrajornada, para permitir que convenções, acordos coletivos e até acordos individuais de trabalho possam aumentar a jornada de trabalho, reduzir intervalos de descanso, estabelecer banco de horas, entre outras investidas sobre condições de trabalho, e, com isso, diminuir a proteção prevista em lei, a reforma trabalhista aumentará os riscos aos quais os trabalhadores estão expostos ao deixar a negociação de contratos e jornadas de trabalho na mãos do empregadores. A correta prevenção de riscos e dos acidentes de trabalho, além de preservar vidas colaboraria com a melhor qualidade, maior produtividade e competitividade dos produtos e, com isso, mais lucro, que é o principal objetivo da empresa.
Além de jornadas de trabalho que respeitem a saúde do trabalhador, férias adequadas e contratos de trabalho justos que protegem os direitos do colaborador, as empresas devem oferecer aos colaboradores
equipamentos de proteção individual para a redução dos riscos de acidentes de trabalho, principalmente em ambientes perigosos. "Capacetes, luvas, máscaras e sapatos adequados podem evitar diversos acidentes nas empresas se usados corretamente e devem fazer parte do programa de proteção aos trabalhadores", afirma a
AGN EPI , empresa especializadas em equipamentos de proteção individual.
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