Releases 06/07/2017 - 18:06

Urologista afirma que o maior aliado no combate ao câncer de próstata ainda é a prevenção


Rio de Janeiro--(DINO - 06 jul, 2017) - Segundo um levantamento realizado pela SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) 51% dos homens com mais de 45 anos não foram ao médico recentemente, justamente na idade em que as doenças começam a aparecer. Algumas das razões para isso justificadas na pesquisa foi, além da falta de tempo, eles se considerarem saudáveis e não precisarem ou medo de descobrirem doenças. Já dados do Ministério da Saúde mostram que as consultas ao urologista são de 3 milhões anualmente, enquanto ao ginecologista chega a 20 milhões, um número preocupante. Para alertar ainda mais sobre o assunto, uma outra pesquisa realizada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida junto a 1.130 homens a partir de 18 anos de idade, de todas as classes sociais e nas principais capitais do país, mostra que a maioria (74%) foi ao médico uma vez nos últimos seis meses. Apenas 10% dos homens procuraram o urologista. Somente 10% realizaram exame preventivo de próstata, dentre eles, 17% estão na faixa acima de 60 anos mostrando que a realização de exames de detecção é feita tardiamente.Segundo o urologista Mauricio Rubinstein, Professor doutor em Medicina com Mestrado e Doutorado em Cirurgia e Urologia, com área de concentração em Videolaparoscopia pela UERJ, o preconceito e o tabu que cercam os homens são os maiores inimigos no diagnóstico de doenças, principalmente no caso do câncer de próstata, que é o segundo mais comum entre os homens no Brasil. Além dos fatores genéticos, a obesidade, o sedentarismo e o tabagismo são outras causas comuns que influenciam no surgimento da doença. Para o médico, um alerta muito importante é que exames importantes e rotineiros como o exame de PSA, o toque retal e a ressonância magnética são fundamentais e complementares para serem feitos com frequência. "No caso de algum parente de primeiro grau ter tido câncer de próstata, a consulta de 6 em 6 meses deve acontecer a partir dos 45 anos, visto que a chance de ter a doença é maior neste grupo", esclarece.Com a polêmica que gira entorno da doença e a falta de campanhas de conscientização, a prevenção não é feita e, com a negligência masculina com a própria saúde, a doença é diagnosticada tardiamente. Dados alarmantes do Ministério da saúde mostram que, pelo menos até o fim deste ano, 26 mil homens serão atingidos pelo câncer de próstata no país. Mas, para quem foi diagnosticado com a doença, é fundamental uma conversa franca com o médico de confiança, que indicará o melhor tratamento. Atualmente, há diversas opções disponíveis no Brasil, seja através de cirurgia, uso de medicamentos, radioterapia, a "vigilância ativa" (que consiste no monitoramento da doença, quando não há risco de morte) e a cirurgia robótica. No caso da cirurgia robótica, a tecnologia tem ajudado muitos brasileiros. No país, o Robô da Vinci, - equipamento hi tech controlado por um cirurgião a partir de um console -, atribui à cirurgia minimamente invasiva, menos dor, menos chances de sangramento e, portanto, menos chances de transfusão sanguínea, além de recuperação pós-operatória muito mais rápida, menos uso de analgésicos no pós-operatorio, mais rápido retorno às atividades e menos tempo de hospitalização. Segundo Dr. Mauricio, precursor do uso da técnica no Rio, os avanços da cirurgia robótica são cada vez mais expressivos. "No futuro, haverá a possibilidade técnica de uma cirurgia ser realizada a distância e até entre países diferentes", explica. A nova tecnologia já está presente em diversos hospitais do Brasil, e no Rio, já está presente em hospitais, como o INCA, Marcilio Dias, Sírio Libanês, Complexo Américas, Hospital São Lucas, Copa Star e Quinta D"or.