São Paulo --(
DINO - 04 out, 2016) - Os ataques terroristas não são apenas nocivos aos países e às pessoas, mas também podem aniquilar marcas e empresas. A maioria das empresas está mal preparada para lidar com as situações de crise em situações de escândalo, catástrofe, acidente ou mesmo frente a um ataque terrorista.
De acordo com o professor Ricardo Gennari, especialista em segurança, inteligência e estratégia, com especializações nos Estados Unidos, Israel e Inglaterra e pós-graduações na FGV e na USP, todas as empresas precisam estar atentas aos acontecimentos internos e externos que possam afetá-la. "No caso de um ataque terrorista (ação externa), a empresa necessita estar preparada para proteger sua imagem e sua marca, além da sua própria integridade. Por meio de um planejamento de crise e de contingência, a empresa poderá minimizar os riscos de uma grande catástrofe", alerta ele.
Na visão do professor, é preciso estabelecer um gabinete de crise dentro da empresa, além da definição de escalões e funções de cada profissional ou setores envolvidos nas operações como: jurídico, comunicação, financeiro, TI, segurança, além do executivo responsável por tomar as decisões.
Todavia, e se caso algum ataque terrorista for realizado dentro de uma empresa? Quais medidas devem ser tomadas? Segundo Gennari, primeiramente a companhia deve reconhecer a existência da crise, depois acionar o seu gabinete de crise e gerenciar a crise instalada. "Nunca se esqueça, que a empresa precisa proteger a imagem, seus produtos, valores, clientes e acionistas. A conversa que nada pode acontecer ficou no passado. Hoje as empresas estão no mercado valendo bilhões de dólares e se o pensamento for antigo, a falta de visão para o risco poderá levar a empresa à falência.", adverte o especialista.
Atualmente, grandes empresas e multinacionais estão assessoradas por um Sistema de Inteligência que as abastece de informações. A partir disso, a companhia monta um planejamento estratégico dotado de planos de crise e de contra medidas. "Com certeza, se as empresas estiverem preparadas o impacto sobre a marca, imagem e negócio, num ataque terrorista ou outro sinistro, será muito baixo", conclui.