Releases 28/09/2017 - 18:25

51º Congresso da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial apresenta novo método diagnóstico para a detecção de alergias alimentares


São Paulo, SP--(DINO - 28 set, 2017) - Um novo método, que utiliza uma técnica com maior precisão, capaz de identificar mais de 110 componentes alérgenos de alimentos ou de substâncias inalantes, como ácaros foi apresentado durante o 51º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (51º CBPC/ML), que ocorre entre os dias 26 e 29 de setembro, no Palácio das Convenções do Anhembi Parque, em São Paulo."O Diagnóstico Resolvido a Nível de Componente (Component-Resolved Diagnosis - CRD, em inglês), ao invés de utilizar testes alérgicos com extratos (várias moléculas juntas), usa moléculas isoladas de alérgenos que podem ser comuns a várias substâncias, como a tropomiosina presente em ácaros, baratas e em camarão e que leva uma pessoa alérgica a esse componente a ter reação quando come camarão", explica Victor Nudelman, patologista clínico membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML). "Além disso, este teste também mostra a intensidade da reação alérgica a determinado componente", completa o médico.Diferença entre intolerância e alergiaA intolerância é uma condição química ou metabólica. Sendo assim, quem é intolerante à lactose possui intolerância ao açúcar do leite. Nesse caso, o organismo desse paciente não desempenha uma boa atividade metabólica e a enzima chamada lactase não digere a lactose ingerida, que fica excedente no intestino. Isso causa náusea, cólicas, vômitos e até diarreia. Já a alergia, envolve um processo imunológico contra proteínas e não açúcares. Nessa situação, o paciente não pode ingerir leite sem lactose, pois a alergia é à proteína do leite que causa inflamação no intestino e não à lactose. Os sintomas de quem é alérgico à proteína do leite são parecidos aos dos pacientes intolerantes à lactose. Em relação ao glúten, composto proteico encontrado em cereais como trigo, centeio, aveia e cevada, existe uma reação imunológica diferente, causadora da doença celíaca em pessoas propensas geneticamente, que envolve células do sistema imunológico e não só anticorpos. Nesse caso, a pessoa intolerante não pode ingerir o glúten pelo resto da vida. Caso um celíaco faça a ingestão de glúten, ele pode ter uma reação no intestino delgado que provoca uma lesão na mucosa do intestino e impede a absorção dos nutrientes, podendo levar ao câncer caso não seja controlada. Acesse a programação completa do evento: http://congresso.sbpc.org.br/2017/index.php.