Releases 07/10/2016 - 15:34

Flavio Maluf reporta número recorde de empreendimentos que surgiram neste ano


São Paulo--(DINO - 07 out, 2016) - Segundo aponta o Indicador Serasa Experian, entre janeiro e julho deste ano, o número de empresas criadas atingiu a marca de 1.199.373 - um número significativamente maior que o do mesmo período do ano passado, que marcou 1.178.356. Flavio Maluf, presidente da empresa Eucatex desde 1997, noticia que esse aumento corresponde a 1,8% em relação aos sete primeiros meses de 2015 e que, só em julho de 2016, o total de empresas criadas chegou a 178.633, número este que chega a ser 4,7% menor que o registrado em julho de 2015.

Todo este crescimento se deu por um bom motivo. Os especialistas em economia da Serasa Experian afirmam que esse recorde de criação de novas empresas ocasionou-se por aquilo que é chamado de empreendedorismo de necessidade, ou seja, por conta da crescente diminuição de vagas no mercado convencional de trabalho, estes desempregados optaram por abrir suas próprias empresas com o intuito de gerar alguma renda, em função das dificuldades financeiras enfrentadas durante a crise. Segundo enfatiza o empresário Flavio Maluf, o que também impulsiona a criação de novas empresas é o processo menos burocrático e mais facilitado de formalização de pequenos negócios, trazido pela lei do MEI (Microempreendedor Individual).

A quantidade de novos Microempreendedores Individuais que surgiram de janeiro a julho deste ano alcançou o número de 953.060 em oposição a 888.837 no mesmo período do ano passado - um aumento de 7,2%. Flavio Maluf reporta que, de acordo com os registros das Sociedades Limitadas, houve a criação de 103.433 unidades, o que representa a diminuição de 13,5% em relação ao intervalo anterior que registrou o surgimento de 119.622 empresas. O surgimento de Empresas Individuais diminuiu em 30,2% - o maior declive registrado entre os âmbitos jurídicos. Já a criação de empresas de outras naturezas registrou uma alta de 9,2% com o nascimento de 67.429 empreendimentos nos primeiros sete meses de 2016, contra 61.769 relacionados ao mesmo período do ano passado.

De janeiro a julho deste ano, 755.011 empresas surgiram no setor de serviços, pois este é o segmento que mais cresce ultimamente, equivalendo a 63% do total. Logo em seguida vem os empreendimentos do setor comercial, com uma porcentagem de 28,5%, somando um total de 341.683 empresas. O setor comercial fica com 8,3%, com um número de 99.444 empresas criadas neste mesmo período. Conforme aponta o executivo Flavio Maluf, nos últimos seis anos nota-se um crescimento constante no surgimento de empresas de serviços no tocante à totalidade de empreendimentos que surgem no Brasil. Esse gradual crescimento passou de 53,1% em janeiro a julho de 2010, para 63% no mesmo período de 2016. Em contrapartida, o setor comercial de empresas que nascem no país recuou em torno de 6,9% desde o ano de 2010. As empresas do ramo industrial permanecem com uma participação estável.

Das regiões brasileiras, o sudeste segue na liderança do ranking de nascimento das empresas. Entre os sete primeiros meses deste ano, só nesta região, 615.490 empreendimentos foram criados - 51,3% do total. O Nordeste fica com a segunda posição, com uma porcentagem de 16,7% - o equivalente a 200.389 empresas criadas no mesmo período. Em terceiro lugar vem a Região Sul com 16,6% de participação e com o surgimento de 198.622 empresas. Centro-Oeste e Norte ficam nas últimas posições com 8,8% e 4,9% (105.397 e 58.417 empresas criadas respectivamente).

Conforme noticia Flavio Maluf, em relação aos estados, no período entre janeiro e julho de 2016, São Paulo liderou atingindo a marca de 28% dos novos empreendimentos, com um total de 336.413. Logo em seguida vem Minas Gerais, com 132.209 empresas criadas, representando 11% do total. E em terceiro lugar no ranking brasileiro está o Rio de Janeiro, com a marca de 129.397 novos empreendimentos, 10,08% do total.

Para realizar este levantamento, considerou-se a quantidade de novas empresas registradas por mês nas juntas comerciais de cada estado brasileiro. Além disso, fez-se o cômputo mensal dos CNPJs consultados na base de dados da Serasa Experian pela primeira vez.