Releases 28/08/2026 - 13:29

Pode confiar na IA para cuidar da pele? Dermatologista explica os limites da tecnologia


A recomendação profissional segue sendo insubstituível para identificar do que a pele realmente precisa, e fórmulas com ceramidas bioidênticas, como as da CeraVe, do Grupo L’Oréal, aparecem como indicação frequente entre os especialistas.

Quem nunca perguntou para a inteligência artificial (IA) o que fazer em situações relacionadas à saúde e aos cuidados com o corpo e com a pele que atire a primeira pedra. O hábito já faz parte da rotina de muitos brasileiros: 71%* afirmam ter recorrido à IA para obter orientações de saúde no último ano, segundo estudo do aplicativo de telemedicina "Olá Doutor". Entre as pessoas com doenças crônicas, o percentual é ainda maior: 81,4%*.

Consultar a IA para tirar dúvidas sobre saúde faz parte do dia a dia dos brasileiros. O problema começa quando a resposta recebida pelo computador é tomada como verdade absoluta e usada como substituta da avaliação médica.

"A inteligência artificial ajuda o paciente a entender conceitos básicos, a organizar dúvidas antes de uma consulta e até a reconhecer quando algo foge da normalidade e merece avaliação médica. Nesse sentido, ela democratiza o acesso à informação de saúde", explica o dermatologista Cauê Cedar.

A contribuição da IA tem limitações, e não substitui o atendimento primordial para detectar a raiz do problema. Presencialmente o médico examina a pele e reconhece o histórico do paciente, o que contribui para o diagnóstico efetivo. A hidratação cutânea, por exemplo, possui muitas variáveis, como tipo de pele, idade, clima, uso concomitante de outros produtos, presença de doenças de base e fototipo.

Para o doutor, o maior risco dessa falta de personalização é o paciente aplicar uma recomendação padrão sendo que há diversidade de peles. "Uma IA pode sugerir um ativo esfoliante para ajudar na pele ressecada, sem o contexto de vida do indivíduo, se possui dermatite atópica e/ou se está com a barreira cutânea comprometida - o que pioraria o quadro. Também pode recomendar uma rotina pensada para peles claras sem considerar que peles negras apresentam particularidades que podem mudar a estratégia de hidratação", exemplifica Cedar.

Outro ponto de atenção é que respostas genéricas tendem a tratar a hidratação apenas como uma questão estética, podendo agravar situações que necessitam de acompanhamento. Por isso, o cuidado com a barreira cutânea é fundamental pela responsabilidade que desempenha, protegendo contra infecções, perda de água e agressões externas.

Ressecamento no inverno

A hidratação da pele merece atenção de forma perene, mas, durante o inverno, os cuidados precisam ser redobrados pela umidade do ar. Ela cai, e aumenta a perda de água transepidérmica, isto é, a pele perde água para o ambiente mais rápido do que consegue reter. A rotina também pode contribuir para o ressecamento: os banhos ficam mais demorados e mais quentes, e as roupas mais pesadas aumentam o atrito com a pele. "O resultado é uma barreira cutânea fragilizada: a pele fica mais áspera, opaca, às vezes descamativa, e mais sensível à coceira e à irritação. Em quem já tem predisposição a eczema ou dermatite atópica, o inverno costuma ser uma época de piora dos sintomas", diz Cedar.

É nesse contexto que marcas com respaldo científico ganham ainda mais relevância. A CeraVe, do Grupo L’Oréal, é hoje uma das marcas em hidratação corporal mais recomendadas por dermatologistas no Brasil e no mundo justamente por oferecer produtos que possuem fórmulas desenvolvidas com as três ceramidas essenciais e a tecnologia MVE de liberação gradual para aumentar a hidratação e restaurar a barreira cutânea da pele.

Sendo aliada das recomendações médicas, a CeraVe aparece como ótima opção para os cuidados de bodycare. Segundo o médico, antes da aplicação do produto, o primeiro passo é tomar banhos mornos e mais curtos, utilizar sabonetes suaves e secar o corpo sem esfregar a toalha. Depois, a orientação é aplicar o hidratante com a pele levemente úmida, para "prender" a água na superfície.

"Para casos de ressecamento mais intenso, produtos com ativos que restauram a barreira, como ceramidas, colesterol e ácidos graxos, tendem a funcionar melhor do que hidratantes apenas emolientes", indica o médico.

Essas recomendações valem também para os cuidados de peles com doenças dermatológicas, como dermatite atópica e psoríase. Com a barreira cutânea já comprometida, a hidratação deixa de ser um cuidado estético e passa a ser parte do tratamento.

"Recomendo hidratantes de alta concentração lipídica, com ceramidas e sem fragrância, aplicados em maior quantidade e frequência do que numa pele saudável - muitas vezes mais de duas vezes ao dia, inclusive logo após o banho. Outro ponto fundamental é unir a hidratação ao tratamento dermatológico, com acompanhamento médico contínuo em fases de crise", comenta Cedar.

Ceramidas

Entre os componentes que ajudam a preservar a barreira cutânea estão as ceramidas, moléculas de gordura (lipídios) produzidas naturalmente pelo corpo que formam a principal camada de proteção da pele e dos cabelos. Estudos sazonais publicados no International Journal of Cosmetic Science, em 2024, apontam queda nos níveis de ceramidas da pele no outono e no inverno em comparação à primavera e ao verão, que pode comprometer a barreira cutânea e aumentar a perda de água.

Para contornar essa questão, um bom hidratante pode funcionar, agindo em três frentes: os umectantes (como glicerina, ureia e ácido hialurônico) atraem e retêm água na camada mais superficial da pele; os emolientes preenchem os espaços entre as células, deixando a superfície mais macia; e os oclusivos formam uma camada que reduz a evaporação da água.

Segundo o dermatologista, os hidratantes mais completos combinam essas três funções e podem repor também os lipídios que formam a própria barreira da pele, não apenas cobrindo a superfície, mas ajudando a reconstruí-la.

As ceramidas são lipídios que compõem cerca de metade da "argamassa" que mantém as células da camada mais externa da pele (estrato córneo) coesas. O modelo clássico é o de "tijolos e argamassa", em que as células são os tijolos, e os lipídios, incluindo as ceramidas, são a argamassa.

"Quando essa argamassa está íntegra, a pele retém água e se defende de agressões externas; quando está deficiente, a pele fica ressecada, sensível e mais propensa a inflamação", diz o médico.

CeraVe possui uma combinação única de três ceramidas essenciais que são bioidênticas às encontradas naturalmente na pele. Isso garante perfeita compatibilidade com a pele, restaurando profundamente a barreira cutânea, reduzindo a perda de água transepidérmica e proporcionando uma hidratação muito mais eficaz, duradoura e com altíssima tolerância.

Cada pele, uma necessidade

Estudos apontam diferenças na composição da barreira cutânea entre diferentes fototipos. Peles negras tendem a apresentar menor conteúdo de ceramidas na camada córnea em comparação com peles brancas, apesar de terem, em média, maior número de camadas celulares.

"Isso ajuda a explicar por que a pele negra, mesmo parecendo mais 'resistente' visualmente, pode apresentar maior perda de água transepidérmica e maior tendência ao ressecamento e à formação de aspecto acinzentado (o famoso 'esbranquiçado'), quando a barreira está fragilizada. Por isso, a reposição de ceramidas é uma estratégia particularmente relevante nesse perfil de pele", diz o médico.

Entre os produtos que utilizam ceramidas em sua formulação estão os hidratantes da CeraVe, marca da L’Oréal. A linha utiliza uma combinação de três ceramidas essenciais associada à tecnologia MVE, desenvolvida para promover a liberação gradual de ingredientes na pele. A formulação também é apresentada pela marca como não comedogênica (desenvolvida para não obstruir os poros), e todos os produtos da marca não possuem fragrância, voltados para peles sensíveis. A marca possui opções para todos os tipos de pele e necessidades; para o rosto, o CeraVe Hidratante Facial Oil Control ajuda aqueles com peles mistas a oleosas, e o CeraVe Hidrante Facial Noturno PM para peles normais a secas. Para o corpo, as melhores indicações são CeraVe Creme Hidratante com foco em peles secas e/ou com dermatite atópica e CeraVe Loção Hidratante Intensiva para peles secas e/ou com xerose intensa.

Para a hidratação da pele ao longo do ano, é importante seguir dicas básicas de cuidado. "De forma geral, a recomendação é limpar a pele pela manhã e à noite, usar o hidratante logo após (idealmente com a pele ainda úmida) e aplicar protetor solar todas as manhãs, independentemente da estação. No verão, pode-se optar por texturas mais leves, tipo gel-creme; no inverno, por versões mais ricas e oclusivas. O ponto-chave é não abandonar o hidratante quando 'a pele parece boa'", recomenda o dermatologista.

Diante de tantas variáveis que uma IA não consegue captar, as consultas médicas seguem sendo o critério mais seguro, além de terem como aliados produtos de eficácia comprovada e que contribuem com o cuidado da pele.

* Pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla) com cinco IAs (Gemini, DeepSeek, Meta AI, ChatGPT e Grok) encontrou erro em metade das 250 perguntas médicas testadas.